Procon-SP convoca concessionárias de energia para explicarem apagão

A falta de energia afetou cerca de 2,5 milhões de consumidores da capital paulista e prejudicou abastecimento de água

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SÃO PAULO – A Fundação Procon-SP convocou, nesta quarta-feira (9), as concessionárias de energia elétrica CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) e AES Eletropaulo para reunião a fim de esclarecerem o apagão que atingiu cerca de 2,5 milhões de consumidores paulistanos na terça-feira (8).

Segundo a Eletropaulo, o problema atingiu as regiões Suil, Centro e Oeste da cidade. A empresa disse que o problema não era de distribuição de energia, mas sim de transmissão – atribuição da CTEEP – que teria sua origem na substação bandeirantes.

Para o Procon-SP, ainda que o problema não tenha sido causado originalmente pela AES, a empresa também é responsável pelos danos gerados aos consumidores.

Além disso, o órgão de defesa do consumidor quer explicações para a demora no restabelecimento da energia nos bairros Jardim Santa Cristina, em Santo André, que ficou sem energia por três dias. A AES também está sendo convocada para explicar os problemas ocorridos entre dezembro de 2010 e janeiro deste ano na capital e região metropolitana.

Para o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, as empresas precisam utilizar todo o seu aparato de atendimento para resolver os problemas dos consumidores.

Na reunião, o Procon solicitará às concessionárias que apresentem um plano de contingência para o período de verão – que, devido às fortes chuvas, acaba causando problemas na distribuição e transmissão de energia. De acordo com o Procon, as empresas poderão responder a processo administrativo, podendo ser multadas.

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Energia prejudica abastecimento de água
Com a queda de energia o abastecimento de água de ao menos dez bairros da capital paulista foi prejudicado. De acordo com a Sabesp, a situação se normalizaria até a noite de terça-feira (8). Contudo, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa ainda não há informações concretas sobre a situação do abastecimento nesta quarta-feira (9).

Segundo a empresa, a queda de energia paralisou 18 bombas responsáveis por levar a água para os reservatórios da região Sul do Guarapiranga, que abastece 3 milhões de pessoas. As regiões mais atingidas foram: Jardim Ângela, Grajaú, Embu, Taboão da Serra, Butantã, Morumbi, Brooklin, Jardim São Luiz e parte de Embu-Guaçu e de Jabaquara.

A empresa explicou em nota que a primeira queda de energia paralisou todo o sistema de bombeamento. Quando o sistema estava se normalizando houve uma segunda queda de energia, paralisando novamente todas as bombas.

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Além desse problema, o calor, que eleva o consumo de água nessa época do ano, também prejudica o abastecimento. Por isso, a Sabesp pede aos consumidores cautela no uso da água.

Foi prejudicado? Veja o que fazer
Os consumidores que foram de alguma forma prejudicados pelo apagão devem registrar o fato junto aos canais de atendimento das concessionárias de energia, em um prazo de 90 dias, especificando quais os equipamentos foram danificados.

A partir daí, a concessionária tem dez dias para inspecionar o equipamento danificado, sendo que esse prazo cai para um dia caso o equipamento seja para acondicionamento de alimentos perecíveis ou medicamentos. Após a análise, a empresa tem 15 dias para apresentar, por escrito, a resposta ao pedido do consumidor e 20 dias para providenciar o ressarcimento.

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O Procon atenta que o consumidor não deve reparar os equipamentos danificados, a não ser nos casos em que houver autorização prévia e formal da concessionária. O consumidor também não pode impedir ou dificultar a inspeção da empresa, pois poderá perder o direito à indenização.

Para avaliar os equipamentos, a concessionária deve informar a data e horário aproximado da visita. Caso não ocorra a vistoria, o prazo para a resposta será de 15 dias contados da data da solicitação do ressarcimento. Os consumidores que sentirem algum tipo de dificuldade para registrar o pedido de ressarcimento ou em ser atendido nos prazos fixados podem procurar um dos postos do Procon.