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SÃO PAULO – A Fundação Procon-SP anunciou na última sexta-feira (09) que pedirá esclarecimentos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a nova forma de cobrança das tarifas de telefonia fixa, prevista para entrar em vigor no próximo ano.
O órgão prevê que haverá um aumento no número de consumidores nos postos de atendimento, em função das dúvidas que deverão surgir com a conversão da cobrança de pulsos para minutos e do provável aumento no valor das contas.
Peso no bolso do consumidor
Se por um lado, o novo método confere mais transparência ao consumidor, por causa do detalhamento de todas as ligações, por outro, causa prejuízo a ele, devido ao aumento dos custos das chamadas telefônicas.
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Uma ligação de 4 minutos, por exemplo, que hoje custa R$ 0,29456, passará a valer R$ 0,38372 (já incluindo os impostos). As ligações no horário reduzido, também ficarão mais caras, cerca de 30,27%. No sistema atual custa R$ 0,14728 e a partir do próximo ano passará a custar R$ 0,19186.
Questões a serem esclarecidas
De acordo com a Anatel, através de uma pesquisa realizada em 200 milhões de ligações, foi constatado que a média das ligações residenciais no País é de 3 minutos.
A Fundação, portanto, deverá pedir à Anatel esclarecimentos em relação ao perfil dos usuários, além de maiores detalhes sobre a representatividade da amostragem da pesquisa no universo de ligações. A utilização da franquia, que passará de 100 pulsos para 200 minutos também deve ser melhor explicada.
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O objetivo do órgão é garantir que os consumidores se beneficiem e que o custo das chamadas não seja elevado de forma a tornar o uso do telefone inviável para a maior parte da população.
Atendimento
As dúvidas ou reclamações podem ser encaminhadas por fax (11 3824-0717) ou pessoalmente, em um dos postos de atendimento da Fundação. O telefone 151 e o atendimento eletrônico servem apenas para dúvidas e orientações.