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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta segunda-feira (18/11) os resultados da pesquisa sobre as taxas de juros bancárias referentes ao início do mês de novembro. No total treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Viscaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco. O período de coleta dos dados foi de 04 e 05 de setembro.
De maneira geral os juros aumentaram em decorrência da elevação da taxa básica da economia, a Selic, em meados de outubro. A taxa que estava em 18% ao ano desde 17 de julho, foi aumentada para 21% ao ano em 14 de outubro, o que acabou refletindo no custo das operações de crédito ao consumidor.
Cheque especial fica mais caro
De acordo com o levantamento da Fundação Procon-SP, os juros do cheque especial registraram um aumento de 0,10 ponto percentual ficando em 8,86% ao mês, depois de terem permanecido estáveis desde maio deste ano. Segundo o levantamento cerca de seis instituições aumentaram os juros cobrados no cheque especial, enquanto os demais optaram pela manutenção dos juros, nenhum banco reduziu os juros.
Os maiores aumentos nos juros ficaram com o BCN e Santander, com a taxa do cheque especial subindo 0,30 ponto percentual, em seguida veio o Banco do Brasil, com um reajuste de 0,20 ponto percentual. Dentre os três bancos, a maior taxa ficou com o BCN (9,80% ao mês), seguido do Santander (9,50% ao mês) e finalmente pelo BB (8,50% ao mês). A menor taxa cobrada ficou com a Nossa Caixa, que cobra juros de 7,95% ao mês no seu cheque especial.
Juros do empréstimo pessoal sobe forte
Por sua vez, a taxa registrada em novembro para empréstimos pessoais ficou bem acima daquela de outubro, subindo de 5,68% ao mês para 5,87% ao mês, um aumento de 0,19 ponto percentual. A pesquisa avaliou as taxas cobradas nos empréstimos pessoais com prazo de contrato de até 12 meses e nos cheques especiais num período de 30 dias. Os dados levantados pelo Procon só levaram em consideração as taxas máximas pré-fixadas cobradas dos clientes (pessoa física) não preferenciais.
Dentre os bancos analisados, oito dos treze bancos optaram por aumentar os juros cobrados nos empréstimos pessoais, sendo que os três maiores aumentos ficaram com Unibanco, Banespa e Santander. O Unibanco aumentou os juros em 0,60 ponto percentual, de 5,90% para 6,50%, voltando ao patamar de setembro. Em seguida ficaram o Banespa e o Santader, ambos reajustaram os juros do empréstimo pessoal para 6,40% ao mês, mas no caso do Banespa o aumento foi de 0,50 ponto percentual, enquanto no Santander foi de 0,41 ponto percentual.
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Os demais bancos mantiveram suas taxas inalteradas, sendo que, no caso do Itaú, o banco continua cobrando a maior taxa do mercado de 6,95%. Em contrapartida, a Nossa Caixa segue oferecendo a melhor taxa, cobrando apenas 3,95% pelo mesmo tipo de financiamento.
Juros devem permanecer elevados
Diante do aumento da taxa média cobrada nos empréstimos pessoais o consumidor deve evitar levantar novos financiamentos neste momento de forte instabilidade, seja no mercado interno quanto no externo.
No âmbito interno, apesar do maior otimismo com relação ao governo PT, a aceleração da inflação nos últimos meses devido a disparada do dólar impede uma redução significativa na taxa básica de juros, impossibilitando qualquer tipo de redução nos juros cobrados do consumidor.
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Ainda que a taxa básica da economia venha a ser reduzida antes do que se imagina, o mais provável é que o repasse para o consumidor só aconteça uma vez que o cenário político-econômico esteja mais claro, o que ainda pode demorar, pois depende de medidas concretas do novo governo.