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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta quinta-feira (12/09) os resultados da pesquisa sobre as taxas de juros bancárias referentes ao início do mês de setembro. No total treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Viscaya Brasil- BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco. O período de coleta dos dados foi de 04 e 05 de setembro.
De acordo com o levantamento da Fundação Procon-SP, os juros do cheque especial se mantiveram novamente estável em 8,76%, nível em que se encontram desde maio deste ano. Por sua vez, a taxa registrada em setembro para empréstimos pessoais ficou ligeiramente abaixo daquela de agosto, caindo de 5,69% ao mês para 5,63% ao mês, uma queda de 0,06 ponto percentual.
A pesquisa avaliou as taxas cobradas nos empréstimos pessoais com prazo de contrato de até 12 meses e nos cheques especiais num período de 30 dias. Os dados levantados pelo Procon só levaram em consideração as taxas máximas pré-fixadas cobradas dos clientes (pessoa física) não preferenciais.
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Maioria manteve juros do empréstimo pessoal
Dentre os bancos analisados, três dos treze bancos optaram por baixar os juros cobrados nos empréstimos pessoais: Unibanco (6,50% para 5,90%), Banco Real (de 5,95% para 5,75%) e Santander (de 6,06% para 5,99%). A exceção ficou por conta do banco espanhol BBV que contrariou a tendência e optou por aumentar os juros, que passaram de 4,20% para 4,40%. Apesar do aumento o banco ainda segue oferecendo uma das taxas mais baixas do mercado.
Os demais bancos mantiveram suas taxas inalteradas, sendo que, no caso do Itaú, o banco continua cobrando a maior taxa do mercado de 6,95%. Em contrapartida, a Nossa Caixa segue oferecendo a melhor taxa, cobrando apenas 3,95% pelo mesmo tipo de financiamento.
Juros devem permanecer elevados
Apesar da ligeira retração na taxa média cobrada nos empréstimos pessoais, o consumidor deve evitar levantar novos financiamentos neste momento de forte instabilidade, seja no mercado interno quanto no externo.
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No âmbito interno, apesar das medidas tomadas pelo Governo na tentativa de acalmar os mercados, o fato é que a desconfiança entre os investidores estrangeiros ainda permanece dificultando uma queda significativa da moeda norte-americana assim como dos juros cobrados ao consumidor, até porque a inadimplência segue elevada.
Além disto, vale lembrar que, apesar da taxa básica da economia ter sido reduzida em exatamente um ponto percentual desde o início do ano, baixando de 19% ao ano para 18% ao ano, os juros ao consumidor recuaram muito pouco neste mesmo período. Se tomarmos o levantamento do próprio Procon de janeiro, pode-se facilmente constatar que os juros médios cobrados nos empréstimos pessoais naquela época estavam em 5,43%, abaixo, portanto, dos atuais 5,63% cobrados no mês de setembro. O Itaú, por exemplo, manteve seus juros inalterados desde aquela época em 6,95% ao mês.