Procon: juros de empréstimo pessoal subiram em junho

Taxa média dos empréstimos pessoais subiu de 5,48% ao mês para 5,52% ao mês. Itaú cobra taxa mais alta (6,95%), enquanto Bradesco é único a reduzir juros

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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou há pouco os resultados da pesquisa sobre as taxas de juros bancárias referentes ao início do mês de junho. No total treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Viscaya Brasil- BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santader e Unibanco. O período de coleta dos dados foi de 05 a 06 de junho.

De acordo com o levantamento, a taxa registrada em junho para os empréstimos pessoais ficou ligeiramente acima daquela de maio, subindo de 5,48% ao mês para 5,52% ao mês. A pesquisa avaliou as taxas cobradas nos empréstimos pessoais com prazo de contrato de até 12 meses e nos cheques especiais num período de 30 dias. Os dados levantados pelo Procon só levaram em consideração as taxas máximas pré-fixadas cobradas dos clientes (pessoa física) não preferenciais.

Itaú tem empréstimo pessoal mais caro

Dentre os bancos analisados, a maior taxa cobrada era a do Itaú, que manteve a sua taxa em 6,95%. Em contrapartida, a Nossa Caixa apresentou a melhor taxa, cobrando apenas 3,95% pelo mesmo tipo de financiamento.

No total, três instituições optaram pelo aumento dos juros cobrados: Caixa, Banco real e Mercantil de São Paulo. No caso da Caixa Econômica os juros passaram de 4,80% para 5,50%, um aumento de 0,70 ponto percentual. Já o aumento do Banco Real foi de 0,12 ponto percentual, com as taxas subindo de 5,75% em maio para 5,87% em junho. O menor reajuste foi do Mercantil de São Paulo, cujas taxas subiram 0,10 ponto percentual, passando de 5,80% para 5,90%.

Já o Bradesco foi a exceção optando pela redução das taxas cobradas, que caíram 0,50 ponto percentual, baixando de 5,90% ao mês para 5,40% ao mês. Nas demais instituições financeiras os juros acabaram sendo mantidos em relação ao de maio.

Juros devem permanecer elevados

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Diante da deterioração do cenário econômico nas últimas semanas, com forte alta do dólar e aumento do risco país, as chances do Banco Central cortar a taxa básica de juros, que atualmente se encontra em 18,50% ao ano, diminuíram significativamente. Ainda que o BC opte por novos cortes nos juros nos próximos meses, como forma de reativar a economia, estes cortes não deverão ser repassados para o consumidor enquanto não houver uma redução significativa da inadimplência do mercado.

Em alguns bancos, o nível de inadimplência nas carteiras de créditos chegou a 30%, o que acabou forçando estas instituições a adotar uma política mais restritiva na hora de conceder novos empréstimos. Apesar de muitos varejistas já apostam em uma redução no nível de inadimplência para 2002, o fato é que o volume de títulos protestados subiu quase cerca de 10% nos primeiros meses de 2002 em relação ao registrado no mesmo período em 2001. Desta forma, enquanto a queda da inadimplência não se confirmar, os juros devem permanecer elevados, e a melhor recomendação para o consumidor é evitar a todo o custo os financiamentos.