Procon: juros de empréstimo pessoal subiram em julho

Juros dos empréstimos pessoais subiram de 5,52% em junho para 5,72% ao mês; apesar da redução da Selic juros ao consumidor devem seguir altos

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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta quinta-feira (18/07) os resultados da pesquisa sobre as taxas de juros bancárias referentes ao início do mês de julho. No total treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Viscaya Brasil- BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco. O período de coleta dos dados foi de 05 a 06 de julho.

De acordo com o levantamento, a taxa registrada em junho para os empréstimos pessoais ficou ligeiramente acima daquela de maio, subindo de 5,52% ao mês para 5,72% ao mês, um aumento de 0,20 ponto percentual. A pesquisa avaliou as taxas cobradas nos empréstimos pessoais com prazo de contrato de até 12 meses e nos cheques especiais num período de 30 dias. Os dados levantados pelo Procon só levaram em consideração as taxas máximas pré-fixadas cobradas dos clientes (pessoa física) não preferenciais.

Maioria subiu juros do empréstimo pessoal

Dentre os bancos analisados, seis dos treze bancos optaram por aumentar os juros cobrados nos empréstimos pessoais: Unibanco (+0,70 p.p), Bradesco (0,50 p.p), Real (+0,33 p.p), Banespa (+0,30 p.p), Caixa (+0,20 p.p) e Santander (+0,17 p.p).

O maior aumento nos juros foi praticado pelo Unibanco, cujas taxas passaram de 5,80% para 6,50%. Em seguida veio o Bradesco, cujas taxas aumentaram de 5,40% para 5,90%, mas vale ressaltar que no mês anterior o banco havia sido o único a baixar os juros, de forma que apesar do aumento registrado em julho os juros voltam aos patamares em que estavam em maio.

Já o Banespa e o Santander, que no mês anterior haviam optado por manter os juros inalterados, acabaram aumentando suas taxas em julho. No Banespa, as taxas passaram, de 5,60% para 5,90%, enquanto no Santander elas subiram de 5,75% para 5,91%. Por sua vez, a Caixa e o Banco Real voltaram a subir os juros pelo segundo mês consecutivo, no caso da Caixa os juros subiram de 5,50% para 5,70%, enquanto no Real eles passaram de 5,87% para 6,20%.

Os demais bancos mantiveram suas taxas inalteradas, sendo que, no caso do Itaú, o banco continua cobrando a maior taxa do mercado de 6,95%. Em contrapartida, a Nossa Caixa segue oferecendo a melhor taxa, cobrando apenas 3,95% pelo mesmo tipo de financiamento.

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Juros devem permanecer elevados

Apesar da redução da taxa básica da economia nesta quarta-feira, em meio ponto percentual, a maioria das instituições financeiras acredita que ainda seja cedo para afirmar que os juros ao consumidor devem cair em breve, uma vez que as incertezas de mercado permanecem e o nível de inadimplência segue bastante elevado.

Na verdade, não é difícil verificar que, apesar da taxa básica da economia ter sido reduzida em exatamente um ponto percentual desde o início do ano, baixando de 19% ao ano para 18% ao ano, os juros ao consumidor permaneceram praticamente estáveis, chegando, inclusive a subir em algumas modalidades, neste mesmo período.

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Se tomarmos o levantamento do próprio Procon de janeiro, pode-se facilmente constatar que os juros médios cobrados nos empréstimos pessoais naquela época estavam em 5,43%, abaixo, portanto, dos atuais 5,72% cobrados no mês de julho. O Itaú, por exemplo, manteve seus juros inalterados desde aquela época em 6,95% ao mês.

Em alguns bancos, o nível de inadimplência nas carteiras de créditos chegou a 30%, o que acabou forçando estas instituições a adotar uma política mais restritiva na hora de conceder novos empréstimos. Apesar de muitos varejistas já apostarem em uma redução no nível de inadimplência em 2002, o fato é que, enquanto a queda da inadimplência não se confirmar, os juros devem permanecer elevados, e a melhor recomendação para o consumidor é evitar a todo o custo os financiamentos.