Problemas no PanAmericano também envolvem cartões de crédito, diz Banco Central

Meirelles diz que não foram detectados problemas envolvendo outros bancos, mas lembrou que assunto não é jurisdição do BC

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SÃO PAULO – Os problemas no Banco PanAmericano (BPNM4) envolvem R$ 2,1 bilhões em relação a operações de crédito e outros R$ 400 milhões em recebíveis de cartões de crédito, explicou nesta quinta-feira (11) o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à Comissão Mista de Orçamento.

De acordo com o presidente do BC, não há indícios que os problemas envolvam outros bancos – entretanto, lembrou que os cartões de crédito não estão sob jurisdição da autoridade monetária. “A análise feita pelo BC não encontrou nenhuma ocorrência em outras instituições, mas nenhum BC do mundo pode garantir responsabilidades futuras”.

Alvir Alberto Hoffmann, diretor de fiscalização do BC, declarou à Agência Estado que não há detalhes sobre as operações inconsistentes nos cartões porque o problema de R$ 400 milhões foi declarado pela diretoria do PanAmericano, e não detectado pelo BC.

Cronograma
Falando à Comissão Mista de Orçamento, Meirelles afirmou que a direção do PanAmericano foi notificada em 8 de setembro pelo BC, com pedido de esclarecimentos sobre as divergências. No dia 14 do mesmo mês, a autoridade monetária recebeu um pedido do banco por mais tempo para averiguação do caso. No dia 22, a instituição pediu um prazo para entregar documentos ao BC, o que aconteceu em 1º de outubro.

A partir de então o BC começou a analisar os dados para descobrir o montante exato das inconsistências, que foi determinado em 13 de outubro, quando se iniciaram as negociações do Grupo Silvio Santos com o FGC.

“Em tese, poderíamos ceder outro prazo de 60 dias com mais 180 dias e prorrogável em mais 180 dias por duas vezes. Mas foi um processo extremamente rápido e com o uso de período mais curto que os prazos regulamentares”, disse Meirelles.

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