Previdência Social: desafio principal é universalizar a cobertura

Brasil se comprometeu com OIT a aumentar em 20% a cobertura, até 2015. Também é preciso melhorar segurança ocupacional

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SÃO PAULO – Ao ratificar a Agenda Hemisférica do Trabalho Decente da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o Brasil se comprometeu a aumentar em 20% a cobertura da Previdência Social, até 2015. Com isso, o principal desafio do Ministério passou a ser a universalização da cobertura.

De acordo com o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, uma política sistemática de expansão da cobertura deve ser a tarefa mais importante a ser desenvolvida este ano.

Envelhecimento da População

Segundo informações do Ministério, o envelhecimento da população e a queda da taxa de natalidade causam preocupação na capacidade de sustentabilidade do sistema, a longo prazo. Para Schwarzer, a sociedade brasileira sabe que são necessários ajustes na Previdência Social para enfrentar a questão da transição demográfica.

“Não fazer ajustes significa retirar direitos dos jovens, da geração futura”, disse o secretário, que também afirmou que com o adiamento da reforma, a geração futura terá de pagar uma carga tributária ainda maior para manter o sistema.

Schwarzer também acredita que, além de trabalhar pela inclusão dos trabalhadores que estão fora do sistema previdenciário, é preciso melhorar as políticas de saúde e segurança ocupacional, item que ganha mais importância com o envelhecimento da população.

Prevenção e reabilitação

“A probabilidade de ocorrência de doenças e de acidentes do trabalho aumenta com o envelhecimento da população. Isso significa que vamos precisar de políticas de prevenção e de reabilitação cada vez mais fortes”, comentou.

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Porém, ainda é preciso aperfeiçoar a área de reabilitação para assegurar o tratamento com agilidade e a recuperação dos trabalhadores vítimas de doenças e acidentes do trabalho. “Quanto mais tempo a pessoa espera, menor a chance de retorno ao trabalho”, afirma.