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Os brasileiros destinaram menos recursos à previdência privada aberta nos cinco primeiros meses de 2026 do que no mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e maio, os aportes somaram R$ 65,9 bilhões, uma queda de 10,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando a captação foi cerca de R$ 7,7 bilhões maior.
Os dados constam em relatório divulgado pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa as companhias que operam no setor, nesta terça-feira (7).
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Além da redução nas contribuições, os resgates — retiradas de dinheiro dos planos — também diminuíram. Entre janeiro e maio de 2026, os participantes retiraram R$ 59,2 bilhões, valor 7,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
A diferença entre o que entrou e o que saiu dos planos, conhecida como captação líquida, ficou em R$ 6,8 bilhões. O resultado representa uma queda de 29% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.
Apesar da desaceleração na entrada de novos recursos, o patrimônio acumulado nos planos continuou em alta. Em maio, os ativos administrados pela previdência privada aberta alcançaram R$ 1,9 trilhão, crescimento de 12,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a Fenaprevi, esse montante corresponde a cerca de 14% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
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VGBL concentra a maior parte dos aportes
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) permaneceu como a principal modalidade de previdência privada aberta. Entre janeiro e maio, os planos desse tipo receberam R$ 59,5 bilhões, o equivalente a cerca de 90% de toda a captação bruta do setor.
Os planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) concentraram R$ 5,3 bilhões, ou aproximadamente 8% do total. Os demais 1,7% foram destinados aos chamados planos tradicionais, categoria que reúne modalidades de risco, acumulação e FAPI.
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O VGBL também lidera em quantidade de contratos. Em maio, havia 8,6 milhões de planos dessa modalidade, o equivalente a 63% do total. Os planos PGBL somavam 3,2 milhões, ou 23,1%, enquanto os tradicionais representavam os 13,9% restantes.
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Mais de 11 milhões
Ao todo, o país registra 13,65 milhões de planos de previdência privada aberta, distribuídos entre 11,2 milhões de participantes.
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Segundo a Fenaprevi, cerca de 8,9 milhões dessas pessoas (80% do total) possuem planos contratados na modalidade individual, utilizada como instrumento de formação de poupança de longo prazo.
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