Previdência: poder de compra de segurados se mantém acima da inflação

Em 12 anos, enquanto INPC ficou em 185,64%, IPC3i, em 239,38% e IPCA, em 183,82%, piso cresceu 442,86%

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SÃO PAULO – De 1995 a 2007, o poder de compra dos beneficiários da Previdência Social se manteve acima da inflação medida por três índices: IPC3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), da FGV, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ambos do IBGE.

De acordo com estudo realizado pelo Ministério da Previdência e divulgado na quarta-feira (26), enquanto o INPC ficou em 185,64% no período, o IPC3i ficou em 239,38% e o IPCA, em 183,82%. Por outro lado, o piso dos benefícios da Previdência sofreu reajuste de 442,86%.

Maior que mínimo

Para os aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo, hoje em R$ 380, o reajuste dos benefícios ficou em 248,58% entre os anos de 1995 a 2007, muito acima dos índices da inflação. Isso porque o INPC variou 185,64%, o IPC3i, 239,38%, e o IPCA, 183,82%.

“O estudo comprova que o governo está cumprindo o dispositivo da Constituição Federal, que determina a preservação do poder de compra dos beneficiários”, disse o coordenador de Estudos Previdenciários da Secretaria de Políticas de Previdência Social, Luiz Henrique da Silva Paiva.

Ganhos reais

Tomando-se como base os ganhos reais acumulados no período, o piso variou 90,05% com base no INPC, 59,96%, no IPC3i, e 91,27%, no IPCA. Já para quem recebe acima do mínimo, os ganhos ficaram em 22,04% (INPC), 2,71% (IPC3i) e 22,82% (IPCA).

O estudo mostrou que, dentre os 24,8 milhões de benefícios previdenciários, 16,3 milhões, ou 65,7%, possuem o valor do piso, o que significa que a política de reajuste anual do salário acima da inflação tem beneficiado a maioria dos segurados.