Previdência planeja recadastramento geral de beneficiários em 2004

Recadastramento se estende a todos os beneficiários do INSS e não somente àqueles com mais de 90 anos de idade

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SÃO PAULO – A partir do próximo ano não só os beneficiários do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) com mais de 90 anos de idade, mas sim todo o público em geral, terão que fazer um recadastramento geral de seus benefícios. De acordo com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, um total de 21,5 milhões de aposentados e pensionistas faz parte desta lista.

O objetivo da proposta é atualizar este cadastro a cada cinco anos, de forma que um novo recenseamento seria necessário apenas em 2009. Segundo Berzoini, o recadastramento consiste na renovação da senha do cartão magnético, formalização de procurações quando o procurador as recebe, entre outros.

Demanda será diluída para que o prazo seja cumprido

De fato, 21,5 milhões de recadastramentos significam uma demanda muito maior do que a Previdência pode suportar, haja vista que o recadastramento depende do comparecimento do segurado à Previdência Social, com exceção de alguns casos que envolvam algum tipo de dificuldade por parte do segurado, pois a Previdência poderá fazer visita domiciliar.

Para se ter uma idéia, a Previdência recebe mensalmente cerca de um milhão de pessoas em suas agências, de forma que atender a todos os segurados que precisam ser recadastrados significa aumentar esta demanda em cerca de dois milhões de pessoas, o que é inviável. Sendo assim, a solução encontrada será criar um relacionamento com outras instituições do poder público para auxiliar neste trabalho.

Bancos, Correios e até mesmo a rede pública de saúde poderiam ajudar no recadastramento dos beneficiários da Previdência. Ao ser atendida em uma destas instituições, a pessoa será abordada por um funcionário e prontamente vai saber que está sendo consultada para confirmar seu cadastro. Com isto, a expectativa é de que, com a diluição da demanda, seja possível concluir o cadastro em 2004.

Berzoini lembra ainda que o desenho do projeto não será feito apenas pelo Ministério, e sim em conjunto com o Conselho Nacional de Previdência Social, além de ser necessária a aprovação dos aposentados, empregados, empregadores e representantes do governo.