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SÃO PAULO – O Brasil desponta como líder regional e mundial. Tem bons programas sociais, mas para que a pobreza seja reduzida de forma significativa é preciso sustentar o crescimento econômico. A conclusão é do presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, que encerrou na última terça-feira (20) sua visita de seis dias ao Brasil.
Em entrevista coletiva concedida em São Paulo, o dirigente disse que, apesar da estabilidade econômica e dos progressos do País, a pobreza persiste.
Mesmo assim, o presidente elogiou a condução dos principais problemas sociais do Brasil por parte do Governo. Afirmou que os programas sociais – como o Bolsa Família, urbanização de favelas e alfabetização – são responsáveis pela redução da pobreza.
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Ajuda a outros países em desenvolvimento
Destacou também a importância do País no contexto regional e global. Garantiu que o Brasil vem ajudando outros países em desenvolvimento, ao tomar decisões firmes em questões polêmicas como comércio, HIV/AIDS e desenvolvimento sustentável.
Mas Wolfowitz também alertou para a necessidade de preservação ambiental. Para ele, este desafio só será alcançado quando os interesses de grupos conflitantes na região amazônica forem conciliados. Para isso, pede a inclusão de mulheres, jovens e indígenas, sempre postos à margem deste processo e relegados à pobreza.
O presidente também lembrou que o crescimento econômico brasileiro precisa continuar e que o banco está disposto a colaborar. “Nosso objetivo é ajudar o País a manter o crescimento econômico, pois sem crescimento não é possível reduzir a pobreza e a desigualdade”, concluiu Wolfowitz.