Brasileiro perde, em média, R$ 11 mil por golpe digital e Geração Z é a maior vítima

Mais expostos a redes sociais, jogos online e criptomoedas, os nativos digitais aparecem como os mais vulneráveis a esquemas de fraude baseados em confiança

Mariana Amaro

Jovem da Gen Z utiliza celular (Foto: Unplash)
Jovem da Gen Z utiliza celular (Foto: Unplash)

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No Brasil, a perda média de consumidores chegou a R$ 10.699 com golpes digitais: um aumento de 60% com relação a 2024. Essas fraudes não fazem distinção de vítimas: pessoas de todas as classes sociais e de todas as idades estão sujeitas a cair. Mas, embora pessoas com mais idade tenham menor familiaridade com a tecnologia, são os mais jovens que têm sofrido mais.

A conclusão é do relatório de Tendências de Fraude de 2026 da TransUnion e mostra que os jovens da Geração Z, são, agora, os mais suscetíveis a sofrer perdas com esquemas de fraude baseados em confiança.

Isso se explica, principalmente, por que as pessoas nascidas entre 1997 e 2012, que compõem a também chamada de ‘geração de nativos digitais’, estão mais propensas a fazerem uso intensivo de plataformas de redes sociais, jogos on-line e criptomoedas pode contribuir para essa maior exposição ao risco.

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Como resultado, 39% desses jovens afirmaram ter sido impactados por fraudes digitais no último ano — o maior índice observado entre todas as gerações.

Entre os tipos de fraude relatados pela Geração Z, os esquemas baseados em confiança figuraram entre os mais recorrentes, incluindo fraudes de roubo e comercialização de identidade em plataformas legítimas de comércio eletrônico (27%) e esquemas de “conta laranja” (26%). Esses percentuais superam o índice geral de 24%, também o mais elevado entre as categorias analisadas.

Telefone perigoso

O relatório ainda evidencia que os sistemas de fraudes estão mais sofisticados e difíceis de detectar, sobretudo porque os criminosos digitais deixaram de explorar apenas falhas técnicas e passaram a se passar por pessoas ou empresas confiáveis para enganar consumidores, ao mesmo tempo em que exploram, cada vez mais, vazamentos de dados. “Assim, aplicam golpes mais difíceis de detectar — invadem contas com dados roubados, criam perfis falsos que parecem legítimos ou convencem a própria vítima a autorizar uma transação acreditando estar falando com uma empresa confiável”, resume o relatório.

Ainda segundo o levantamento, os esquemas baseados em engenharia social e personificação lideram as estatísticas. No Brasil, o grande vilão é o Vishing: golpe por ligações telefônicas fraudulentas, em que criminosos se passam por representantes de
instituições, como bancos, para obter informações pessoais.

Este tipo de fraude foi apontada por 32% das vítimas no país como o método utilizado para lhes roubar dinheiro. A invasão de contas por meio de credenciais roubadas também mostrou crescimento de 37% a nível global.

Para não fazer parte destas estatísticas, veja, abaixo, algumas dicas de segurança de especialistas:

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1. O perigo do “número mascarado” (Vishing)

2. A invasão silenciosa (Account Takeover)

3. O golpe do “dinheiro dácil” (Conta Laranja)

    Mariana Amaro

    Jornalista com experiência na cobertura de negócios e empreendedorismo. Apresenta o podcast Do Zero ao Topo