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Fipe reduz projeção para IPC de março de 0,76% para 0,74%

Nesta quinta-feira, a Fipe anunciou que o IPC apresentou taxa de inflação de 0,78% na terceira leitura de março ante alta de 0,96% na segunda medição do mês

supermercado - 30/10/12
(Marcelo Camargo/ABr)

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) reduziu de 0,76% para 0,74%, a projeção para a inflação de março na cidade de São Paulo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 26, à reportagem, pelo gerente técnico de Pesquisas do IPC, Moacir Mokem Yabiku, para quem o motivo principal da revisão para baixo foi a surpresa que o instituto teve com o resultado anunciado na terceira quadrissemana do mês.

 

Nesta quinta-feira, a Fipe anunciou que o IPC apresentou taxa de inflação de 0,78% na terceira leitura de março ante alta de 0,96% na segunda medição do mês. O resultado veio abaixo da expectativa do instituto, que era de uma inflação de 0,84%. Também ficou menor que o intervalo de previsões dos analistas do mercado financeiro, que, no levantamento do AE Projeções, esperavam taxa de 0,80% a 0,96%, com mediana de 0,89%.

 

Para Yabiku, o comportamento dos preços do etanol, da gasolina e das carnes bovinas foram decisivos para a surpresa com o resultado da terceira quadrissemana. No período, o etanol apresentou alta de 1,69%, bem menor que a da segunda medição, de 3,41%. O mesmo aconteceu com o combustível derivado do petróleo, cuja elevação passou de 3,69% para 2,04%. A carne bovina, por sua vez, ampliou a queda, de 0,66% na segunda quadrissemana para 1,85% na terceira medição.

 

"Os estoques de etanol começam a ficar altos, já que estamos saindo daquele período de entressafra", disse Yabiku. O representante da Fipe acrescentou que a gasolina também acabou se aproveitando deste fator, além da saída gradual dos impactos gerados por reajustes recentes da Petrobras nos preços.

 

Especificamente em relação às carnes bovinas, Yabiku destacou que o segmento foi o principal responsável pela passagem do subgrupo Semielaborados da alta (0,15%) para a queda (0,57%) entre a segunda e a terceira quadrissemanas de março. Este fator foi fundamental para a elevação do grupo Alimentação ficar menos expressiva, de 1,26% para 0,95%.

 

O gerente técnico de Pesquisas do IPC adiantou que, nas pesquisas de ponta do IPC, que trazem levantamentos mais recentes da Fipe que serão incorporados posteriormente nas pesquisas de inflação, a carne bovina vem mostrando quedas ainda maiores e, tanto o etanol como a gasolina, já migraram do terreno de altas para o de baixas. "Já na divulgação do fim de março, os dois combustíveis devem cair no IPC", disse.

 

A despeito do cenário melhor proporcionado pelos itens citados, o IPC da Fipe continua tendo a energia elétrica como o principal vilã da inflação. Na terceira quadrissemana de março, o item subiu 7,94%.

 

O avanço foi menor que o de 9,86% na segunda leitura do mês, mas respondeu por 0,29 ponto porcentual (37,41%) de toda a taxa de inflação pesquisada. Não por acaso, o grupo Habitação subiu 1,25% (ante 1,59% da segunda quadrissemana) e este aumento representou 0,39 ponto porcentual (49,50%) de todo o IPC.

 

Para o fim de março, a Fipe projetou variação positiva de 1,25% novamente para a Habitação. Para a Alimentação, previu elevação de 0,82%. Para Transportes, cujo aumento foi de 0,57% na terceira quadrissemana do mês, o instituto calculou uma estimativa de 0,30%.

 

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