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SÃO PAULO – Os medicamentos genéricos estão aos poucos pesando no bolso do consumidor. O grande número de laboratórios que desenvolvem o mesmo produto fez com que houvesse uma disparidade do preço destes medicamentos, que já apresentam variação de até 100% entre produtos equivalentes.
Consumidor fica sem opção
Na opinião do coordenador do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, Antônio Barbosa, o ideal seria uma variação entre 5% e 10% por conta da concorrência, mas nunca algo em torno de 100% com vem sendo constatado nas farmácias que trabalham com medicamentos do gênero.
Barbosa ressalta que antigamente havia lista de medicamento de genéricos e medicamentos de referência, proporcionando ao consumidor a vantagem de se comprar o mesmo princípio ativo por um preço reduzido. Agora existem listas de genéricos com genéricos, isto é, cada vez mais o consumidor perde a chance de lucrar com remédios mais em conta.
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Anvisa não vê motivos para variação de preços
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há grandes investimentos na fabricação de genéricos, uma vez que os laboratórios possuem a formulação dos medicamentos de referência, no qual são baseados. Além disso, a propaganda publicitária também é dispensável por não haver marcas a serem promovidas.
Dessa forma, muitos laboratórios acabam produzindo os mesmos medicamentos genéricos, que basicamente custam o mesmo preço para cada uma delas, mas chegam ao mercado consumidor com valores totalmente diferentes.
Neste sentido, uma opção para o consumidor não sair lesado é ficar atento aos preços praticados no mercado, de forma que consultar a Anvisa, que disponibiliza o comparativo de preços praticados no mercado, pode significar uma grande economia.