Prazo para adequar engate do carro está acabando; custo é de cerca de R$ 180

Decisão do Contran estabelece modificações no equipamento, que é colocado no pára-choque de veículos. Multa é de R$ 127,69

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SÃO PAULO – Sabe aquela “alavanca” que serve como reboque para outros veículos, mas que muitos motoristas colocam traseira do carro para proteger o pára-choque em caso de batidas? Conhecido como engate, o equipamento não poderá mais ser usado como artigo de proteção – ou muitas vezes decorativo – a partir de janeiro de 2007.

Segundo a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), decisão anunciada em julho pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece certas restrições para o uso do engate.

As modificações no aparelho, que devem acontecer até o final de janeiro, geram um custo de aproximadamente R$ 180, informaram especialistas. E quem não se adequar terá de pagar multa de R$ 127,69, ter cinco pontos marcados em sua Carteira Nacional de Habilitação e, ainda, o carro retido para regularização.

Normas

A resolução 197 estabelece que o equipamento seja utilizado apenas em veículos com peso de até 3.500 quilos e com capacidade para puxar reboques – esta declarada pelo fabricante ou importador.

Segundo a associação, a alavanca deverá ter esfera maciça, tomada e instalação elétrica para conexão do veículo rebocado e dispositivo para fixação da corrente de segurança do reboque.

Além disso, deverão expressar no manual do proprietário se o veículo está apto para realizar a tarefa.

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Objetivo

O intuito da resolução é impedir que concessionárias vendam carros com o equipamento apenas com o objetivo de proteger o pára-choque pintando em caso de colisão.

Conforme a Pro Teste, os engates poderiam amassar até a própria carroceria à qual estiver ligado em caso de batidas muito fortes.

Proibição

A organização opinou, ainda, que o dispositivo deveria ser proibido, uma vez que machucam as pernas dos pedestres, danificam pára-choque alheios e aumentam os riscos para os próprios passageiros em caso de batidas.

Segundo a entidade, por possuir uma estrutura muito rígida, “transmite toda a energia de um impacto” para os ocupantes do carro.