Passagens aéreas

Pouso forçado: passageiros voltam a voar, mas setor aéreo está longe do patamar de 2019

Nos últimos 10 anos, a busca de passageiros por um assento para chamar de seu em voos vinha crescendo constantemente. Até chegar 2020.

Por  Mariana Amaro -

Nos últimos dez anos, a busca de passageiros por um assento para chamar de seu em voos pelo mundo vinha crescendo constantemente.

Eram três as principais razões para explicar o crescimento sequencial de viagens aéreas: 1) o proliferação de companhias aéreas de baixo custo, as low cost como Ryanair, Jetblue e Easyjet, que dobraram sua participação no mercado nos últimos 15 anos (foram de 14% em 2008 para 29% em 2018) segundo dados da Market Research Future; 2) o aumento da classe média global puxado, especialmente, pela ascensão dos chineses, que passaram a poder pagar por passagens; e 3) o aumento de investimentos em infraestrutura aeroportuária no mundo, principalmente na região asiática, o que aumentou a capacidade de carga global.

O setor aéreo planava em um céu de brigadeiro mas a pandemia de coronavírus que paralisou o mundo, e os aeroportos, trouxe turbulências para este setor. As restrições impostas por governos pelo mundo para controlar a pandemia levou a uma redução de 65% no número de passageiros e a hangares lotados de aviões estacionados. A baixa atividade no setor também levou a perda de postos de trabalho nas companhias aéreas e afetou toda a cadeia de valor da indústria aérea. 

Em 2021, o tempo começou a mudar e o número estimado de passageiros que deve embarcar até o final do ano será em torno de 2.2 bilhões, um aumento com relação a 2020 mas uma queda de 50% com relação ao dado de 2019. 

Para 2022, a previsão era de uma recuperação ainda maior, chegando a 3,4 bilhões de passageiros.

Mas uma má notícia que chegou na sexta-feira (26), e abalou os mercados de ações mundiais, pode acabar cancelando os voos: a nova variante do coronavírus, batizada de de Omicron levou os Estados Unidos a impor restrições de viagem a oito países da África, continente onde foi detectada a nova cepa.

Em contrapartida, autoridades da Organização Mundial da Saúde advertiu contra medidas restritivas de viagens.  “A OMS recomenda que os países continuem aplicando uma abordagem científica e baseada no risco ao implementar medidas (de restrição) de viagem.”

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