Postos de combustíveis são clonados para enganar consumidor

Alguns postos usam cores e logotipos semelhantes aos das distribuidoras tradicionais, como BR, Ipiranga, Esso e Shell

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SÃO PAULO – A mais nova fraude para o mercado de combustíveis é a clonagem de postos. Alguns deles estão pintando seus pontos com logotipos e cores semelhantes às distribuidoras tradicionais, como BR, Ipiranga, Esso e Shell. Além de enganarem os consumidores, esses postos tomam os fornecedores e o mercado de revendas das empresas originais.

De acordo com recente levantamento do Sindicom, sindicato que reúne as distribuidoras de combustíveis, pelo menos 74 postos foram clonados só na Grande São Paulo. A BR é a bandeira mais copiada (30 postos), seguida por Esso (18), Ipiranga (16) e Shell (10).

Credibilidade

De acordo com o sindicato, os consumidores começaram a procurar os postos com bandeira de maior credibilidade no mercado, e foram essas marcas os principais alvos dos fraudadores.

Eles começaram a surgir quando distribuidoras e órgãos de defesa do consumidor decidiram alertar a população sobre a má qualidade dos combustíveis nos postos que não operam com distribuidoras exclusivas, ou sem bandeira.

Para imitar a BR, por exemplo, alguns postos copiam as cores da empresa e recorreram às siglas FL, PB e PR. A marca informa que tem na Justiça 174 ações judiciais contra postos que imitam seu layout, suas cores e até o selo de segurança.

ANP

A ANP informa que só pode interditar um posto caso ele tenha documentação comprovando que pertence a uma bandeira e compra combustível de outra distribuidora, o que caracteriza infidelidade à bandeira. Para os postos bandeira branca, a exigência da Portaria 116 é que ele identifique na bomba quem forneceu o combustível.

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Segundo o Sindicom, o preço do litro da gasolina nesses clones chegam a custar até R$ 0,20 menos. Mesmo assim, não há provas de que há sonegação de impostos ou adulteração de combustível. “Pode ser que em alguns casos, mas o que é fato é que eles enganam o consumidor”, sentencia Wellington Stilac Leal Sandim, diretor do Sindicom.