Pequenos negócios

“Por que crédito de R$ 5 bilhões é mais importante do que R$ 5 mil?”, questiona presidente do BNDES

Gustavo Montezano diz que a instituição de fomento vai priorizar empréstimos menores para empresas de menor porte no país

Por  Estadão Conteúdo -

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, voltou a defender, nesta terça-feira (15), o foco da instituição de fomento em empréstimos menores para empresas de menor porte.

Conforme o executivo, esse é um dos pilares do atual planejamento estratégico, e está conectado com outros objetivos, como a redução de subsídios e a diversificação de instrumentos de financiamento para a infraestrutura, assumindo mais risco em projetos bem desenhados.

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Para defender esse novo papel do BNDES na economia, Montezano voltou a dizer que o banco de fomento não deve medir seu impacto em bilhões emprestados, mas sim no impacto direto sobre a sociedade e os negócios.

“Temos que bater nesse martelo, e rezar essa missa, para que todos entendam que quanto menor o crédito, quanto mais pulverizado, quanto mais acessível e quanto mais impacto auxiliar, mais impacto vai ter para mudar o Brasil”, afirmou Montezano, durante a sessão de abertura do Fórum do Desenvolvimento 2022, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), entidade que reúne agência e bancos de fomento do país.

“Por que um crédito de R$ 5 bilhões é mais importante que do um de R$ 5 mil? Muitas vezes, um crédito de R$ 5 mil muda a vida de uma família, enquanto um de R$ 5 bilhões é só mais um recurso no caixa de uma grande empresa”, completou o executivo.

Ao tratar do planejamento estratégico do BNDES, Montezano também reforçou dois pilares da atuação do banco no futuro. Na agenda ambiental, o foco será se especializar no desenvolvimento de ativos baseados em carbono, tanto para mercados regulados quanto voluntários.

Na agenda social, o foco será a educação. Segundo Montezano, esse último ponto foi um “desafio” colocado pelo Conselho da Administração do banco. A ideia é trabalhar com “requalificação profissional” e “ajudar o setor público” a melhorar a gestão de “ativos físicos e intangíveis” para a educação na primeira infância.

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