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SÃO PAULO – A popularização dos meios eletrônicos de pagamento é cada vez maior no País. Usa-se o cartão de débito ou crédito para tudo: alimentação, vestuário, produtos farmacêuticos etc.
Para os consumidores, a comodidade de não precisar efetuar saques em caixas eletrônicos e carregar muito dinheiro na carteira parece ser o suficiente. Já os comerciantes começam a se preocupar com todo este crescimento.
As duas faces da moeda
De um lado, não aceitar cartões na loja implica em perda de competitividade e redução do risco de calote, enquanto de outro estão as elevadas taxas cobradas pelas operadoras dos sistemas de cartões e o prazo mais longo de recebimento.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
De acordo com informações veiculadas pelo Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, por mês, o estabelecimento comercial chega a gastar de R$ 11 a R$ 90 pelo aluguel do equipamento, além das taxas sobre as operações com cartão de crédito (de 2,45% a 5%) e débito (de 2% a 3%).
Por conta dos valores considerados abusivos, empresários do setor brigam por mudanças. O Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), por exemplo, tem pressionado as operadoras para conseguir a redução das taxas e dos prazos de pagamento.
Na outra ponta, as operadoras e emissoras dos cartões relutam em discutir o assunto. Entretanto, a Visanet se defende, dizendo que as taxas atualmente são menores do que aquelas cobradas há alguns anos e que o risco de inadimplência para a empresa aumenta na medida em que a utilização dos cartões de crédito cresce. Assim, o risco acaba entrando na conta.