População teve maior acesso a serviços básicos em 2002, revelou IBGE

Telefonia apresentou o maior crescimento em dez anos: passou de 19% para 61,6%. De 2001 para 2002, o avanço foi de 7%

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SÃO PAULO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) referente ao ano de 2002, em que revelou que um número maior de pessoas tem acesso à internet e celular, por exemplo.

Cresce acesso residencial à internet

De 2001 para 2002, o número de moradias com microcomputador cresceu nada menos do que 15,10%. Com relação às famílias que têm um computador ligado à internet, o aumento nesta mesma comparação foi da ordem de 23,5%. A pesquisa revelou ainda que a renda média mensal da maioria (mais de 80%) destas famílias ficava acima de cinco salários mínimos.

Entre as famílias que possuíam um freezer em casa, o aumento foi menor, de apenas 0,7% em 2002 frente a 2001, mesmo levando-se em consideração o fato de não ter havido racionamento de energia no ano passado.

O dado sugere, então, que os consumidores, desde a época do racionamento de energia, vêm mantendo alguns hábitos adquiridos na época em relação à economia de energia. Por sua vez, os domicílios com geladeira cresceram 4,1% entre os dois anos.

Eletricidade é serviço com maior cobertura

Os serviços de telefonia também cresceram de forma bastante intensa no período. Em 10 anos, de 1992 a 2002, o percentual de domicílios que possuíam uma linha de telefone deu um salto de 19% para 61,6%. Em relação a 2001, o crescimento foi de 7%, sendo que no ano passado em cerca de 8,8% das residências havia apenas telefones celulares.

Outros serviços que continuaram ampliando sua cobertura foram os serviços de esgotamento sanitário, água, coleta de lixo e eletricidade, este último com a maior cobertura verificada na pesquisa, cujo crescimento foi de 2,9% de 2001 para 2002. Os dados levantados em dez anos mostram ainda que o número de pessoas sem acesso à iluminação elétrica caiu de 11,2% para 3,3%.

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No que se refere às condições de saneamento básico, a pesquisa mostrou que, no ano passado, 18% das residências não eram atendidas por rede geral de abastecimento de água e outras 39,1% não contavam com os serviços de esgotamento sanitário adequados. Há dez anos os respectivos percentuais eram de 26,4% e 43,3%.