Publicidade
SÃO PAULO – O balanço anual do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) referente a 2002 reafirmou o que muita gente já sabe, o setor de serviços continua causando muita dor de cabeça aos consumidores. Prova disto é que o setor foi responsável por 76% do total de consultas ao Idec no ano passado.
Planos de saúde em primeiro lugar
Dentro dos serviços que complicam cada vez mais a vida dos consumidores, os planos de saúde ficaram em primeiro lugar (28%) segundo o levantamento realizado pelo Idec, seguidos da área de telefonia (22%) e bancos (21%).
De acordo com o ranking do serviço de atendimento e orientação do Idec, no ano passado os planos de saúde ocuparam a primeira posição praticamente o ano todo, apenas nos meses de junho, agosto e outubro, as áreas de telefonia e bancos ficaram em primeiro lugar.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Na comparação com o ano anterior, em 2001, houve aumento de 57,33% no número de reclamações de bancos. No que se refere a financiamentos, as reclamações subiram 195,1%, o que mostra claramente que os bancos realmente não estão agradando em nada os seus clientes.
A grande expansão da internet também acabou resultando na insatisfação dos clientes dos provedores de acesso. Neste caso, o número de reclamações subiu 160% no ano passado com relação ao ano anterior. Finalmente, as queixas contra as áreas de seguros e cartão de crédito cresceram, respectivamente, 57,88% e 28,96%.
Assinaturas de revistas na lista negra
Deixando um pouco de lado o setor de serviços, o Idec também registrou as principais queixas com relação aos produtos, também responsáveis por muitas reclamações de consumidores insatisfeitos. Desta forma, as campeãs de reclamações foram as assinaturas de revistas, uma vez que em 2002 os registros aumentaram 20,8% em relação a 2001.
Continua depois da publicidade
Em contrapartida o segmento de móveis, que normalmente complica a vida de muitos consumidores, acabou surpreendendo e melhorou o desempenho em 2002, registrando queda de 42,4% no total de consultas na comparação com o acumulado do ano anterior.