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SÃO PAULO – O Programa de Incentivo à Qualificação de Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar, proposto pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) deve ser feito de maneira cuidadosa para não dificultar o acesso dos consumidores.
De acordo com a Proteste – Associação de Consumidores, a política de incentivo para adesão das operadoras e prestadores é fundamental. Contudo, ao enviar sua contribuição à Consulta Pública de número 38 da ANS, que trata do assunto, a Associação sugeriu que o programa seja obrigatório a todas as operadoras, com rede própria ou credenciada, e feito com atenção.
“A política de incentivos para adesão das operadoras e prestadores é fundamental. Mas é preciso cuidado e discussão de como ela será feita, pois, se for mediante exclusivamente o incentivo pecuniário, corre-se o risco de ter operadoras e prestadores de serviços altamente qualificados, mas inacessíveis para a maioria dos consumidores”, disse em nota a entidade.
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Fiscalização
Ainda na opinião da Proteste, a ANS deve garantir acesso à informação e mais fiscalização das operadoras com rede própria, sobretudo as de medicina de grupo. Isso porque, avalia a Associação, elas têm mais poder de manipular esse tipo de informação, uma vez que os prestadores estão subordinados à operadora.
No que diz respeito ao programa de incentivo, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) mostrou ressalvas ao programa. Na opinião do Instituto, ele é ineficaz para resolver os problemas enfrentados pelos consumidores e sua implantação deve ser bem mais clara e precisa.