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SÃO PAULO – A falta de cobertura obrigatória para acidentes de trabalho e doenças profissionais pelos planos de saúde, sobretudo os coletivos com contratação empresarial, está entre os principais problemas apontados por dirigentes sindicais, segundo levantamento realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Além disso, a falta de parâmetros para definição da sinistralidade e a consequente falta de transparência no reajuste, bem como a tendência à exclusão de aposentados e demitidos dos planos, também foram identificados como problemas, de acordo com o estudo.
O levantamento do Dieese teve como base o Pro-Reg (Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação), cujo objetivo é contribuir para a melhoria do sistema regulatório. Os resultados foram apresentados na última terça-feira (14) em um encontro que reuniu representantes da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e Centrais Sindicais em São Paulo.
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ANS
Segundo o Dieese, o setor suplementar de saúde é composto por 75% de planos coletivos, dos quais 73% são de contratação empresarial.
Para a ANS, alguns pontos relacionados como problemáticos pelas centrais sindicais já apresentaram avanços. Um exemplo seria a inclusão de doenças ocupacionais e de acidentes de trabalho no rol de procedimentos dos planos de saúde.