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SÃO PAULO – A Planner reincia nesta terça-feira (27) a cobertura das ações da Redecard (RDCD3), com recomendação neutra para os papéis. O preço-alvo é de R$ 29,40 para dezembro deste ano, configurando um potencial de valorização de 15,57% em relação ao fechamento de segunda-feira (26).
“Nossa recomendação tem como base a forte valorização dos papéis da empresa neste ano, além da nova realidade do mercado de cartões, que passou a ser mais competitivo desde a sua abertura, em julho de 2010, com o impacto da entrada de novos concorrentes ainda incerto, apesar da melhora recente das margens do setor”, explica o analista Francisco Kops.
Concorrência é a principal preocupação
Kops acredita que uma nova fase de incremento da concorrência no setor está por vir, com a entrada de novos competidores como a Elavon e a Global Payment, além da intensificação da participação da Santander Getnet. Assim, há “riscos de que esta nova competição, principalmente pelos clientes corporativos, volte a derrubar as margens do setor”.
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Ao mesmo tempo, a concorrência dos grandes bancos também se intensificou e cresce o poder de barganha de outras bandeiras de cartão de crédito, em especial Visa e MasterCard. A Planner ainda considera que “há riscos de empresas de telecom e outras começarem a oferecer produtos e soluções similares”, e prefere precificar todos estes temores com um preço-alvo pouco ambicioso.
Pontos positivos
Apesar da corretora apresentar uma sugestão neutra, Kops acredita ser positiva a estrutura de negócios da companhia, que exige pouco capital, “o que contribui para que a empresa apresente uma alta rentabilidade sobre o capital investido”. Além disso, a Redecard é uma grande geradora de caixa e uma boa pagadora de dividendos.
Por fim, a melhora nas margens verificadas nos resultados do primeiro e segundo trimestre deste ano, demonstram que a empresa diminuiu sua a agressiva de preços, visando a rentabilidade do seu negócio.