Meio de pagamentos

Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos, começa a funcionar nesta segunda-feira (16)

Segundo o Banco Central, 71 milhões de chaves Pix já foram cadastradas no novo sistema de pagamentos instantâneos

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SÃO PAULO – Após meses de preparação, o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, começa a funcionar nesta segunda-feira (16) para todos os cidadãos do país.

A promessa é oferecer um meio de pagamento mais seguro, competitivo e rápido, com transações financeiras em até dez segundos, que poderão ser realizadas sete dias por semana, 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados, além de possibilitar a realização de transferências digitando apenas o celular, CPF ou e-mail – as famosas chaves Pix – e pagamentos por meio de QR Codes.

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As chaves nada mais são que uma forma de identificar o usuário dentro do ecossistema Pix. Elas funcionam como o endereço da sua conta no novo sistema, ou um “apelido” da conta, como definiu o BC.

Já os QR Codes são códigos de barras bidimensionais, os quadradinhos que ficaram conhecidos durante as lives da quarentena. Na prática, o usuário precisará entrar no aplicativo da instituição financeira e escanear o código com a câmera do smartphone para efetuar pagamentos.

Tanto pessoas físicas, como pessoas jurídicas já terão acesso aos recursos do sistema por meio de suas respectivas instituições financeiras e poderão fazer transferências, pagamentos e cobranças de valores a partir de hoje. São 762 instituições financeiras autorizadas pelo BC a participar do Pix.

O InfoMoney preparou um guia sobre o Pix: clique aqui, para tirar todas as suas dúvidas sobre o funcionamento do novo sistema.

Adesão

Os primeiros anúncios sobre o Pix foram feitos pelo Banco Central em fevereiro de 2020, mas o sistema começou a ganhar mais popularidade desde que a etapa de cadastro foi iniciada, em 5 de outubro deste ano.

Um levantamento do Google, feito com 750 pessoas logo após o início do cadastro, entre os dias 5 e 8 do mês passado, mostrou que 70% dos entrevistados declararam conhecer ou ter ouvido falar sobre o Pix, mas apenas 35% já haviam realizado o cadastro das chaves até então.

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Para 25% das pessoas que se cadastraram, o principal motivo que as levou a registrar a chave foi uma comunicação do banco por e-mail ou aplicativo, o que mostra a importância da educação digital para o conhecimento do novo sistema, segundo o levantamento do Google. No período em que a pesquisa foi feita, no início de outubro, cerca de 21 milhões de chaves estavam cadastradas no Pix.

Os dados mais recentes do Banco Central, divulgados neste domingo (15), mostram que o sistema bateu a marca de 71,3 milhões de chaves registradas. Desse total, 30 milhões de chaves foram cadastradas por pessoas físicas e quase 1,8 milhão por pessoas jurídicas. Vale lembrar que cada pessoa física pode registrar até cinco chaves por conta, enquanto as pessoas jurídicas têm um limite de 20 chaves, também por conta.

Não é possível repetir a mesma chave para contas diferentes, porque como o CPF, CNPJ, celular ou e-mail vão funcionar como o endereço de entrega dos valores, o sistema não identificaria para qual conta transferir o valor.

Os CPFs foram a opção de chave mais escolhida, representando quase 26 milhões das 71,3 milhões cadastradas, seguidos pelo celular (17 milhões), e-mail (12 milhões) e chave aleatória (quase 14,7 milhões).

Resultados da fase restrita

Depois da abertura de cadastros das chaves, em 5 de outubro, o Pix começou a funcionar na chamada fase restrita entre os dias 3 e 15 de novembro. Nesse período, as instituições financeiras selecionaram parte de sua base de clientes para testar os recursos disponíveis e corrigir eventuais erros.

Durante essa fase, também chamada de soft opening, os dados mostram que o Pix vem ganhando tração: no primeiro dia de testes foram feitas 2.345 transações entre contas de diferentes instituições, somando R$ 210,2 mil; já na última sexta-feira (13), foram 288.401 transações efetuadas, também entre contas de bancos ou fintechs diferentes, que, juntas, ultrapassaram R$ 118,3 milhões.

Importante dizer que nesse período as instituições começaram fazendo testes com, no máximo, 5% da base total de clientes e depois puderam ampliar para uma porcentagem de 15% ou até maior, a depender da escolha das instituições.

No acumulado da fase restrita, foram feitas ccerca de 2 milhões de transações, que somaram cerca de R$ 800 milhões em volume financeiro transacionado entre contas de diferentes instituições no país, segundo o BC. O ticket médio das operações foi R$ 400.

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Uma segunda etapa do estudo do Google, realizada entre 19 e 21 de outubro com 500 entrevistados, mostra que, mesmo com a possibilidade de registrar até 5 chaves, no caso da pessoa física, e 20 chaves, no caso da pessoa jurídica, 45% dos entrevistados preferiram registrar apenas uma chave Pix.

“O brasileiro ainda está tentando entender como vão funcionar as transações usando o Pix e o que ele ganha com o novo sistema. Por essa razão, as pessoas podem estar esperando o início do funcionamento para cadastrar novas chaves”, diz Natalia Souza, especialista de insights de finanças do Google Brasil.

Mais dúvidas sobre o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central? Não deixe de conferir o guia especial do InfoMoney sobre o Pix.

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