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SÃO PAULO – A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira (7) que a empresa está empenhada em normalizar o abastecimento de combustíveis em São Paulo.
De acordo com Graça, houve um retorno gradativo do abastecimento durante as últimas horas da madrugada. “Não significa que é um abrir e fechar de válvulas. Há toda uma movimentação de logística, uma retomada de deslocamento dos caminhões para as bases para carregamento e entrega”, explicou, de acordo com a Agência Brasil.
Durante sua participação no balanço da segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a presidente da estatal explicou que o fato de estar em Brasília há algumas horas não permitia fazer uma avaliação mais precisa sobre a situação em São Paulo. “Quando cheguei aqui hoje, há umas quatro horas, estávamos intensificando os trabalhos de logística para poder chegar, o máximo possível, os volumes aos pontos de revenda”, explica.
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Otimista em relação ao reabastecimento de combustível em São Paulo, Graça afirmou que os postos poderiam receber os combustíveis em breve. “Normalmente, as grandes distribuidoras têm uma capacidade muito grande de distribuição. Já devem estar com uma frente de trabalho muito próximo da entrega aos postos, se é que já não entregaram”, completa.
Iniciada na última segunda-feira (5), a paralisação de distribuidores de combustíveis contra a restrição de circulação de caminhões prejudicou o abastecimento de veículos na capital paulista.
Abuso nos preços
Com a falta de combustíveis em diversos postos da cidade, alguns proprietário aproveitaram a situação para aumentar o preço dos combustíveis. A gasolina, por exemplo, chegou a ser vendida por quase R$ 5 o litro.
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De acordo com a Fundação Procon-SP, até o início da tarde desta quarta-feira, o órgão havia recebido 99 denúncias de postos que aumentaram os preços de forma abusiva.
Segundo a Fundação, elevar sem justa causa o preço dos combustíveis é considerada prática abusiva e deve ser denunciada. A multa para essa infração varia entre R$ 400 e R$ 6 milhões.
Segundo o órgão, os consumidores que se depararem com preços maiores do que antes da greve devem solicitar a nota fiscal e denunciar o posto pelo telefone 151. “Se confirmada a conduta, o posto será multado e o caso encaminhado ao Ministério Público, para análise criminal”, explica o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.