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SÃO PAULO – O motorista está mais próximo de se proteger contra a venda de combustível adulterado. Pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) desenvolveram um sensor capaz de detectar, segundos após o abastecimento do veículo, a qualidade do álcool ou gasolina utilizado para encher o tanque.
O dispositivo utiliza fibras ópticas especiais fabricadas na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM). Sem ter a necessidade de ligar o motor, o consumidor precisa apenas girar a chave de ignição para saber se o produto é de qualidade.
Tipos
Segundo especialistas, os tipos mais comuns de adulteração são os seguintes:
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De acordo com o Jornal da Unicamp, o sensor é capaz de detectar tanto adição extra de álcool à gasolina quanto de água ao derivado de cana-de-açúcar e “componentes estranhos” na gasolina.
Vantagem
“A grande vantagem é que esse sistema mede os valores em tempo real. Não é preciso coletar uma amostra para analisá-la em laboratório”, explicou o professor Carlos Kenichi Suzuki, do Departamento de Engenharia de Materiais.
O docente disse que tecnologia semelhante já existe em veículos bicombustíveis. Esse sensor fica instalado no escapamento para determinar o nível de gasolina e de álcool na emissão dos gases. “O ideal é ter o sensor no momento de entrada do combustível e não apenas na sua queima”, observa.
Quando chega?
E a dúvida que fica em todo o motorista: quando será possível ter acesso a esse dispositivo? Na realidade, não existe um prazo específico – é preciso que companhias queiram transformar o sistema em produto de venda.
“Não é nossa preocupação montar uma ´caixa-preta` para colocar o sensor e comercializá-lo. Para nós, pesquisadores, o sensor de combustível é apenas uma aplicação a mais, dentre muitas, que descobrimos para as fibras ópticas especiais que produzimos”, finalizou Suzuki.