Publicidade
SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada na última sexta-feira (14/06) pelo Instituto DataFolha mostrou a desempenho das operadoras de saúde de todos os estados brasileiros com o intuito de formar um ranking com as três piores empresas do setor de Estado, na opinião dos médicos. No total a pesquisa coletou a opinião de 2.160 médicos.
Amil em São Paulo e Golden Cross no Rio
No estado de São Paulo, o pior desempenho ficou com a tradicional Amil, seguida pela Samcil e Intermédica Saúde. Já no Estado do Rio de Janeiro, as escolhidas foram a Golden Cross, Amil e Geap, respectivamente. Com base em um escala de 0 a 10, os médicos deram aos planos de saúde brasileiros nota média de 4,66. Em São Paulo, a nota foi um pouco menor, sendo que os planos fora classificados com média 4,37.
Dentre os critérios levados em consideração na elaboração da pesquisa estavam fatores como o grau de interferência da empresa no trabalho dos médicos, que foi analisado com base nos seguintes pontos: mudança no tempo de internação sem respeitar o período pré-operatório, interferência nos diagnósticos médicos, além de restrição em alguns exames e consultas, o que acaba onerando o paciente que tem que arcar com custos extras.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Por último, uma das principais reclamações dos médicos referia se aos reajustes dos seus honorários, que não só envolvem um processo bastante burocrático antes de serem liberados aos médicos, como também em alguns casos praticaram reduções nos valores pagos aos médicos. Exatamente por isto, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) garantiu em seu último reajuste de 9,39% nas mensalidades dos planos, que uma parcela deste total fosse obrigatoriamente repassada aos médicos.
Médicos reclamam de operadoras
De acordo com o levantamento, no geral, 44% dos médicos consideraram todas as empresas ruins ou péssimas. Outros 44% acreditam que a postura das empresas é regular e apenas 1% acha que as operadoras são ótimas.
No entanto, o maior número de reclamações ficou por conta da interferência dos planos de saúde nas consultas. A pesquisa mostrou que 93% dos médicos são contra a interferência das operadoras em seu trabalho. Isto por que a maior parte delas restringe alguns exames, assim como o tratamento de doenças preexistentes, o que na visão dos médicos é inviável para um diagnóstico preciso. Outra reclamação é quanto à burocracia nos serviços, sendo que muitos planos reduzem o tempo de internação para atendimento de emergência ou o período de internação pré-operatória.