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SÃO PAULO – No primeiro mês de 2004, a população brasileira superou os 180 milhões de habitantes. A informação faz parte da revisão 2004 da projeção da população do Brasil para o período 1980-2050, divulgada nesta segunda-feira (30) pelo IBGE – Instituto de Geografia e Estatística.
Redução da população deverá se iniciar em 2062
O estudo demográfico também indica que as famílias brasileiras estão tendo cada vez menos filhos com o passar das décadas. Enquanto em 1960, a média era de seis filhos por mulher, em 1991 esse número já havia caído para 2,89 e, em 2000, atingiu 2,39.
Para 2004, a expectativa é de que essa média seja de 2,31. Já para 2023, a média estimada é de 2,01. Isso, porém, não significa que a população brasileira irá parar de crescer a médio prazo. Segundo o IBGE, o que deve ocorrer é a expansão a taxas cada vez menores.
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Assim, a taxa de crescimento passará dos atuais 1,44% ao ano, entre 1950 e 1960, para 0,24% em 2050. Somente a partir de 2062 é que o IBGE projeta começo da redução da população do País.
Previsão é de que número de idosos cresça
Já a taxa de mortalidade infantil se reduziu de 100 óbitos em cada mil menores de um ano nascidos vivos, em 1970, para 30 por mil, em 2000. Frente, portanto, ao panorama de queda combinada das taxas de fecundidade e mortalidade no País, o estudo prevê a manutenção da tendência de diminuição da população mais jovem e o aumento proporcional do número de idosos.
Se em 1980 era possível constatar que a população brasileira dividia-se, de maneira igual, entre os que tinham acima ou abaixo de 20,2 anos, em 2050, a expectativa do IBGE é de que metade dos brasileiros terão menos de 40 anos e os outros 50% terão mais de 40.
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Excedente feminino chegará a seis milhões
Outro dado interessante da pesquisa diz respeito às proporções entre a população masculina e a feminina no Brasil. A previsão do IBGE é de que haja um aumento da distância entre as quantidades de homens e mulheres até 2050.
A projeção é de que o excedente feminino de 2,5 milhões, em 2000, chegue a seis milhões cinqüenta anos mais tarde. Com isso, a proporção de 97 homens para cada 100 mulheres verificada em 2000, deverá cair para 95 em 100, em 2050.