Peritos do INSS fazem paralisação em todo o país por reajuste salarial de 20%

Muitas agências do órgão não abriram por causa de ato; servidores também exigem concurso público para recompor quadro

Equipe InfoMoney

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

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Peritos médicos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fazem, nesta segunda-feira (31), uma paralisação de 24 horas em todo o país por recomposição salarial e melhores condições de trabalho.

O ato ocorre no momento em que o órgão passa por um corte em seu orçamento, na casa de R$ 1 bilhão, que poderá comprometer o ritmo das análises de benefícios, como as aposentadorias.

A categoria informou ao Ministério do Trabalho e Previdência, chefiado por Onyx Lorenzoni, de que faria a mobilização. Quem foi pega de surpresa nas primeiras horas do dia foi a população ao se deparar com as agências do INSS fechadas para o atendimento.

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As perícias que estavam previstas para esta segunda, em todo o país, terão de ser reagendadas.

Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), a categoria reivindica um aumento de 19,99% na folha de pagamento. Outras pautas buscam o fim da teleperícia, a recomposição dos quadros da carreira com concurso público, cuja defasagem chega a 3.000 servidores, e a fixação do número de até 12 atendimentos presenciais como meta diária.

Os representantes da categoria disseram, em comunicado, que encontros já foram realizados com Lorenzoni, mas a pauta de reivindicações nunca avançou. O InfoMoney procurou o Ministério do Trabalho e Previdência e aguarda uma posição do órgão.

Tesourada de Bolsonaro

Sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o Orçamento de 2022 cortou um terço das verbas do Ministério do Trabalho e Previdência – o INSS foi o órgão mais atingido, com a perda de quase R$ 1 bilhão. Além disso, o texto reduziu o montante reservado para investimentos ao menor nível da história, R$ 42,3 bilhões.

Por outro lado, Bolsonaro manteve na peça orçamentária do ano R$ 16,5 bilhões para as emendas do orçamento secreto e R$ 4,96 bilhões para o fundão eleitoral.

Apesar dos cortes, o número 2 da Casa Civil disse que o Orçamento de 2022 defendeu a viabilidade às operações da máquina pública. “Os cortes que foram feitos não impedem o funcionamento dos órgãos. A gente vai ter plena condição de tocar as políticas públicas ao longo deste ano”.

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InfoMoney conversou com especialistas que explicaram os efeitos da medida na vida do cidadão: mais filas e mais burocracia na hora de requisitar os benefícios atrelados ao INSS, como aposentadoria.

Além disso, o corte no orçamento deve prejudicar ainda mais o setor previdenciário, que já lida com agências sucateadas e falta de servidores para análise de benefícios.