Paulistanos compram produtos ligados ao desmatamento da Amazônia

Pesquisa avaliou que matérias-primas de fornecedores ligados à devastação da floresta vão para supermercados e lojas de móveis

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SÃO PAULO – A segunda pesquisa do projeto Conexões Sustentáveis, divulgada na quarta-feira (23), aponta que grandes empresas que atuam na cidade de São Paulo continuam presentes na cadeia produtiva de crimes ambientais e sociais cometidos contra a Amazônia.

Iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo, a pesquisa também relacionou os varejistas e percebeu que matérias-primas obtidas de fornecedores ligados à devastação da floresta e de sua gente tornam-se produtos nas gôndolas de supermercados, lojas de móveis e na construção da casa dos paulistanos.

Três anos após a primeira edição do estudo, o problema está longe de ter solução. Porém, importantes mudanças ocorreram, como os pactos setoriais da pecuária bovina, da soja e da madeira.

Hoje, mais de 70 companhias estão empenhadas em monitorar suas cadeias produtivas para evitar a compra de produtos ligados a crimes contra a Amazônia.

Produtos do supermercado: soja, carne e madeira
A pesquisa analisou as cadeias produtivas da soja, carne e madeira, e rastreou os impactos na devastação da Amazônia até os varejistas que vendem esses produtos para o consumidor final.

“A intenção”, diz o relatório, “não é procurar culpados (até porque, em última instância, todos nós, consumidores, somos responsáveis), mas unir esforços para resolver o problema e monitorar a solução”.

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No portal www.nossasaopaulo.org.br é possível ver a relação completa das empresas, quais são os casos de cada uma, a relação com o consumidor e o que diz cada uma delas.

A pesquisa
O principal objetivo dessa investigação é alertar empresas e consumidores sobre a importância de adotar modelos de negócios que não financiem a exploração predatória dos recursos naturais, a exploração desumana de trabalhadores ou que causem danos às populações tradicionais.

É possível produzir na Amazônia sem devastá-la. Obter alimentos e móveis de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente e às comunidades que dele dependem.

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São Paulo continua sendo a maior financiadora da devastação da floresta, por ser a principal consumidora de seus produtos. “Com essa segunda pesquisa […] esperamos contribuir para reverter esse quadro”, finaliza o relatório.