Paulistanos com renda até 10 mínimos têm mais dificuldade em pagar dívidas

Mais de um terço das famílias com esta faixa de renda declara que não terá condições de honrar os compromissos financeiros

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SÃO PAULO – O número de famílias paulistanas endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar as dívidas é maior entre aquelas com renda de até dez salários mínimos. Em maio, 38,6% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total dos débitos no próximo mês. 

Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (24), 30,4% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 24,6% deverão pagá-lo integralmente. 

Considerando as famílias com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 33,3% conseguirão honrar totalmente seus compromissos, mesmo percentual dos que declararam que vão quitá-los parcialmente. Por outro lado, 22,2% não terão condições de pagar nada. 

Do total de inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 37,1% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 30,6% conseguirão pagar parte delas e 25,4% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos. 

Endividados
A pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 14,2% disseram que estão muito endividados. Esse percentual é maior entre os que recebem até dez salários mínimos (14,9%) do que entre as famílias com renda superior a esse patamar (10,4%). 

De modo geral, 16,6% dos entrevistados estão mais ou menos endividados e 14,9% estão pouco endividados. Em compensação, 53,2% das famílias não têm dívidas, sendo que, entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o número cai para 51,3% e, entre aquelas com renda superior a dez mínimos, sobe para 63%. 

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Cartão de crédito lidera
Analisando os tipos de dívida, de maneira geral, o cartão de crédito lidera, com 68,5% das respostas, seguido por carnês, com 21,3%, e crédito pessoal, com 19,2%. 

Considerando as faixas de renda, novamente o cartão de crédito aparece no topo da lista, sendo utilizado por 68,9% das famílias que ganham até 10 salários mínimos e por 65,8% das que têm renda acima deste valor. 

Já o crédito pessoal endivida mais as famílias que recebem acima de 10 mínimos (22,5%) dos que as que ganham abaixo disso (18,7%), situação inversa que ocorre com os carnês. Este tipo de dívida é mais comum para as famílias com ganhos até 10 mínimos (22,9%).