Passagens clonadas: classe executiva com preço de econômica deve ser evitada

Consumidor deve comprar passagens em agências de turismo credenciadas ou então nas próprias companhias aéreas

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SÃO PAULO – O golpe da falsificação de passagens aéreas vem se tornando cada vez mais freqüente na vida dos turistas, que podem ser seriamente prejudicados por conta da ação de fraudadores. Isto porque até explicar que não tem nada a ver com o golpe, o turista certamente acaba enfrentando sérias dores de cabeça.

Desconfie dos preços baixos

Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Leonel Rossi, o consumidor deve ficar distante de passagens aéreas com preços suspeitos. Se uma passagem de classe executiva que custaria em torno de R$ 2 mil, por exemplo, estiver sendo vendida a R$ 500 a título promocional, então o consumidor deve recusar a “oferta” porque certamente trata-se de passagem fria.

A identificação dos bilhetes falsos é muito difícil para o consumidor leigo no assunto, isto porque o problema está na numeração do bilhete, quando já existe uma passagem com aquele número, ou ainda com relação a uma série diferente das normais. Até mesmo os funcionários dos aeroportos têm dificuldades para identificar o bilhete falso.

Embora a maior parte das fraudes seja identificada por conta de números duplicados, por conta das diferenças sutis várias delas acabam passando pelos aeroportos tranqüilamente, de forma que o golpe acaba sendo identificado somente pela contabilidade da empresa.

Rossi lembra ainda que o prejuízo das empresas é bem significativo, visto que anualmente são falsificadas cerca de 10 mil passagens aéreas para um total de 60 milhões de bilhetes comercializados, o que assusta o setor, que vem trabalhando em conjunto com a polícia na tentativa de reduzir o número de golpes.

Prefira agências credenciadas

O diretor orienta o turista a procurar as agências de turismo devidamente credenciadas ou então as próprias companhias aéreas como forma de se proteger contra os bilhetes falsos. Pedir a indicação de parentes e amigos também pode ser de grande ajuda para que o turista não saia no prejuízo.

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Da mesma forma como acontece com as cédulas falsificadas, o turista que tentar embarcar com bilhete falso poderá responder por processo criminal, mesmo que tenha sido tão vítima quando a empresa.

Portanto, é hora de deixar a preguiça de lado e pesquisar mais quando o assunto for viajar. Não custa nada checar a idoneidade da agência e recusar ofertas muito suspeitas. Lembre-se que é do seu dinheiro que estamos falando, quando todo cuidado tomado ainda é pouco.