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SÃO PAULO – O fim da exclusividade entre as bandeiras de cartões de crédito e débito e as empresas operadoras, que teve início no começo de julho, é visto positivamente pelo Santander, que projeta crescimento anual em torno de 20% para as transações do setor neste ano e no próximo, mostrou relatório divulgado na sexta-feira (9).
“O big bang [como o banco tem chamado o fim da exclusividade] será positivo para o setor de cartões brasileiro, acelerando o ritmo atual de desenvolvimento e ajudando na expansão do segmento”, avaliaram em nota os analistas Henrique Navarro e Boris Molina, ressaltando o aumento da competitividade que tende a implicar o aumento das transações com cartões.
Nesse contexto, a previsão é de que as transações no setor expandam 20,4% neste ano e 19,5% no próximo. Até 2012, a estimativa é de que, juntas, Cielo e Redecard detenham 80 e 85% dos mercados de cartão de crédito e débito. O banco prevê ainda que essas operadoras de cartões devem apresentar uma taxa composta de crescimento anual em torno de 14% no período entre 2009 e 2012.
Big bang
No dia 1º de julho, acabou a exclusividade das operadoras sobre os cartões de crédito e débito, que, até então, não permitia que bandeiras concorrentes fossem utilizadas em máquinas que não fossem da sua credenciadora. Principais players atuais do mercado, a Cielo (CIEL3) era a credenciadora exclusiva da bandeira Visa e a Redecard (RDCD3), da Mastercard.
Com a aprovação da medida, agora os credenciadores podem trabalhar com várias bandeiras e é aberta a possibilidade de que entrem novos credenciadores no mercado, aumentando a concorrência no setor.