Para Pro Teste, nada muda para usuários com queda de liminar do ponto extra

Na última quinta (13), liminar que permitia cobrança foi cassada, porém, Pro Teste lembra que Anatel permite aluguel

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SÃO PAULO – Nada muda para os consumidores com a queda da liminar que permitia a cobrança do ponto extra das TVs por assinatura, determinada na última quinta-feira (13). Para a Pro Teste – Associação dos Consumidores, os usuários continuam a ter prejuízos já que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) permite a cobrança de aluguel dos equipamentos.

De acordo com o juiz que havia concedido a liminar e que a revogou posteriormente, Roberto Luis Luchi Demo, o novo regulamento sobre o ponto extra, definido por resolução da Agência, já determina as regras, sendo a liminar, portanto, desnecessária.

Segundo as regras, as operadoras de TV a cabo só podem cobrar pela instalação e reparo dos equipamentos, desde que os serviços estejam devidamente discriminados no documento de cobrança. Além disso, a Resolução determina que os valores cobrados não podem ser superiores àqueles cobrados pelos mesmos serviços referentes ao ponto-principal.

Medida não alerta sobre aluguel

Para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a cassação da liminar eleva o número de usuários fazendo com que os custos dos serviços sejam menores. “Acho que os dois lados vão acabar sendo contemplados”, afirmou o ministro. “Porque, à medida que você permite o ponto extra gratuitamente, vai haver maior interesse pela utilização do sistema”.

A Associação contesta tal gratuidade. Embora proíba a cobrança do ponto extra, a Pro Teste avalia, porém, que a medida da Agência não impede que as empresas cobrem pelo aluguel do conversor. A Associação alerta que a cobrança de aluguel pode significar alteração de contrato quando o documento não prevê tal pagamento.

Investigação

Em julho, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça abriu investigação contra a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), a pedido do órgão de defesa do consumidor. A investigação visa a apurar a atuação da Associação na questão.

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De acordo com a Pro Teste, o DPDE (Departamento de Proteção e Defesa Econômica) da Secretaria suspeita que a ABTA orientou as empresas a terem uma conduta uniforme, eliminando a competição e prejudicando os consumidores.