Para especialista, nova identidade digital será um avanço para o País

Documento único reunirá dados como o RG, o CPF, o Título de Eleitor e a Carteira Nacional de Habilitação

Publicidade

SÃO PAULO – O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato Martini, avaliou que a nova identidade civil a ser implantada no País é um avanço considerável para o cidadão brasileiro.

A nova identidade será um documento único que reunirá dados como o Registro Geral (RG), o Cadastro de Pessoa Física (CPF), o Título de Eleitor e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

De acordo com informações da Agência Brasil, Martini revelou que o objetivo é fazer com que o Registro de Identidade Civil passe a ser eletrônico para todos os brasileiros. Segundo ele, as impressões digitais serão guardadas em um banco de informações e serão condicionadas a um número de identificação.

Mudanças
Mesmo com o novo modelo, o uso de outros documentos não será dispensado. No entanto, a intenção para o futuro é juntar todos os documentos em um só.

“O objetivo, ao final de uma década, é que tenhamos um documento de identificação mais seguro”, afirmou o presidente. A cobrança para a emissão do novo documento será de cada unidade da Federação, informou.

Na avaliação de Martini, o sistema atual utilizado para as identidades não dispõe de segurança, uma vez que qualquer pessoa pode alterar o registro e assim criar vários documentos. Essa nova plataforma tornará mais difícil a falsificação.

Continua depois da publicidade

Melhorias
Seguindo pelo mesmo caminho, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, também compactua da opinião de Martini. Para o ministro, a nova carteira será uma evolução no perfil de documentos utilizados em todo o território nacional.

Barreto revelou que o estado do Rio de Janeiro será o primeiro a emitir a nova identidade, a partir de julho.

Atualmente cerca de 1,5 milhão de documentos são roubados, extraviados ou furtados no Brasil por ano. A falsificação de carteiras de identidade soma 72% de golpes em bancos e instituições comerciais, segundo dados da Polícia Federal.

Continua depois da publicidade

De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Identificação, Marcos Elias de Araújo, uma das principais seguranças do novo documento está relacionada ao chip. “Hoje uma pessoa pode ter um registro em cada estado do país. Isso soma pelo menos 27 números, o que explica o grande número de fraudes em nosso país. O novo documento, por ser de utilização nacional, irá diminuir esse problema”.

Emissão
Em maio, o presidente Lula regulamentou o novo Registro de Identificação Civil. Mas, de acordo com o Ministério da Justiça, ainda não há informações de quando o sistema será implementado no país.