Para 2009, OdontoPrev espera margens semelhantes ao nível do ano passado

Confiante em entrevista à InfoMoney, diretor de RI pede atenção à inclusão da OdontoServ nos próximos resultados

SÃO PAULO – Os resultados do primeiro trimestre da OdontoPrev (ODPV3) seguiram mostrando efeitos do ambiente mais difícil. Assim como no final do ano passado, o índice de sinistralidade (utilização dos planos odontológicos) voltou a pressionar as margens operacionais. A líder nacional no ramo de odontologia espera para 2009 margens semelhantes àquelas praticadas em 2008.

“É um ano de crescimento não tão acelerado como nos anos anteriores, mas temos posição excelente para nos destacarmos das demais companhias do setor”, disse confiante em entrevista à InfoMoney, o diretor de Controladoria, Relações com Investidores e Sustentabilidade, José Roberto Pacheco.

O primeiro trimestre costuma ter a menor sinistralidade do ano, refletindo a baixa procura em decorrência das férias. O índice totalizou 42,1% no período, aumentando em 2,7 pontos percentuais na comparação com os mesmos meses em 2008 e caindo em 4,1 pontos percentuais em relação ao último trimestre do ano.

PUBLICIDADE

“A sinistralidade só não foi tão baixa, nem nossa margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida) tão alta, como normalmente é, porque desde meados do ano passado estamos vendo uma demanda pelos planos, que parece ser uma antecipação em função do cenário macroeconômico e o receio das pessoas perderem o benefício”, explica Pacheco.

Fusões

Se o lucro líquido ajustado da OdontoPrev caiu 10% no primeiro trimestre, a receita líquida cresceu 20% no período, mesmo nível de expansão do número de associados que passou para cerca de 2,6 milhões de vidas. Neste ano, a empresa já deu dois passos na estratégia da consolidação: concluiu a aquisição da Prontodente Odontologia Integral e da OdontoServ.

Conforme as palavras do executivo da companhia, nem tudo já foi incorporado no último demonstrativo. “Fizemos duas aquisições em 2009 e apenas uma delas entrou no nosso resultado do primeiro trimestre. Não entrou a maior que é a OdontoServ, empresa que atua no Nordeste. Se ela tivesse sido incluída, ao invés de crescer 20% teríamos crescido 28% na receita líquida”.

E a ideia é continuar “extremamente” atento a oportunidades. “Permanecemos focados em 2009, não entrando em guerra de preços. É um ano interessante de consolidação. Continuamos com uma posição de caixa livre de qualquer dívida próxima a R$ 200 milhões”, reiterou Pacheco.

Dividendos

Vale lembrar que no dia 27 de maio a empresa irá desembolsar a última parte da remuneração aos acionistas relativa ao ano de 2008. Serão R$ 14,3 milhões em distribuição de dividendos, completando R$ 40 milhões. No ano passado, o lucro líquido ajustado da OdontoPrev alcançou R$ 67,5 milhões, 21,7% acima do apurado em 2007.