Renúncias

5 sacrifícios necessários para alcançar a liberdade financeira, segundo o Primo Rico

Em live para mais de 100 mil pessoas nesta terça-feira, Thiago Nigro falou da renúncia ao conforto presente, à mediocridade e até ao perfeccionismo

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SÃO PAULO – Enriquecer exige sacrifícios, mas muitas pessoas não têm a exata clareza de quais são eles. Thiago Nigro, que conquistou sua liberdade financeira antes dos 30 anos, dedicou a décima terceira live do seu Desafio 21Dias 2.0, em seu Instagram, a falar de quais são as renúncias necessárias para quem planeja antecipar sua aposentadoria — ou trabalhar apenas por prazer.

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Segundo o especialista em investimentos, o primeiro ponto da lista pode parecer óbvio para quem já está ambientado ao universo dos investimentos, mas é, ainda assim, um dos mais importantes. Trata-se do sacrifício ao conforto presente. “Você prefere ser humilde agora e ser rico pelo resto da vida? Ou prefere parecer rico agora e ser pobre pelo resto da vida?”, questiona.

O segundo sacrifício necessário para enriquecer, de acordo com Nigro, é o da mediocridade. “Medíocre é aquela pessoa que fala ‘olha só, se todo mundo almoçar ao meio-dia, eu vou almoçar ao meio-dia. Se eu fui embora mais tarde, então vou chegar uma hora mais tarde no outro dia também. Se eu vou para minha hora de almoço e levei 30 minutos para almoçar, eu vou voltar devagarzinho’”, critica.

A terceira renúncia, diz Nigro, é ao equilíbrio. “A gente sempre quer viver uma vida super equilibrada. E talvez esse seja um fim, mas não é o começo nem o meio. Veja se o Michael Phelps, talvez o melhor nadador de todos os tempos, teve uma vida equilibrada, ou se ele treinava exaustivamente”, indaga. “O sucesso está no desequilíbrio.”

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Nigro pondera, contudo, que levar uma vida desequilibrada não significa ser uma pessoa desequilibrada. “Ela balança para um lado, para o outro, e no final, na média, ela tem uma vida equilibrada. Mas no processo não.”

Para o especialista em investimentos, aquele que busca enriquecer também deve abdicar da necessidade de ser querido por todos a seu redor. “Não importa o que você faça, você vai ser criticado. Então sacrifique a necessidade de ser querido pela necessidade de ser respeitado”, defende.

Segundo Nigro, importa mais quem são as pessoas que dizem do que aquilo que é dito por elas. “Eu vou me importar com um monte de meme que fizerem de mim? Não, eu vou me importar se um dia o [fundador da Wise Up] Flávio Augusto, o [fundador da XP. Inc.] Guilherme Benchimol, se alguém que de fato tem resultado disser ‘Thiago, eu não gostei do que você fez’.”

Outra característica que deve ser sacrificada em prol do enriquecimento, avalia Nigro, é o perfeccionismo. Segundo ele, o excesso de zelo revela insegurança e pode atrasar o sucesso de um negócio. “Enquanto ele [empreendedor] está preparando um baita business plan, muitas vezes alguém já montou um negócio e enriqueceu na frente dele”, argumenta.

Como rebalancear a carteira na crise

Nigro ainda aproveitou a live desta terça-feira (14) para mostrar como gere sua carteira em grandes crises econômicas.

Ele lembrou que um portfólio equilibrado precisa estar dividido em renda fixa e renda variável, e que o investidor deve realizar o rebalanceamento sempre que os movimentos do mercado distorcerem as proporções estabelecidas pelo perfil do investidor.

“Durante a crise, as ações caem, enquanto a renda fixa continua rendendo. Vamos supor que as suas ações caíram 50%. Isso significa que agora você vai ter uma fatia menor em ações e outra muito maior em renda fixa. Esse é o momento de você rebalancear sua carteira”, afirma.

Segundo o Primo Rico, cabe ao investidor aproveitar um momento como esse para tirar uma parcela do patrimônio da renda fixa e alocá-la na renda variável. Se a Bolsa voltar a subir, explica, a renda variável irá voltar a representar uma fatia maior do portfólio.

“Agora, você rebalanceia de novo. E fazendo esse jogo no longo prazo, você tende a fazer ótimos negócios, comprando negócios quando ninguém mais quer comprar”, ressalta.

“Quando ninguém mais quer comprar, o medo das pessoas é refletido no preço. Por outro lado, você vende negócios quando todos estão otimistas e esse otimismo está refletido nos preços dos negócios.”

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