Operação volta às aulas: 36% dos produtos escolares têm irregularidades

Segundo o levantamento, 13 dos 36 itens avaliados traziam uma quantidade menor do que a informada na embalagem

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SÃO PAULO – De acordo com uma verificação realizada pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), 36,11% dos produtos que constam da lista de material escolar apresentaram irregularidades e, conseqüentemente, trazem prejuízos ao consumidor.

Segundo o levantamento, dos 36 lotes de produtos escolares verificados entre os dias 02 e 03 de julho, 13 apresentaram erros quantitativos. A operação foi realizada com a intenção de coibir a venda fora das normas vigentes e garantir que o consumidor receba sempre a quantidade correta do que adquire.

Problemas encontrados

A maior irregularidade constatada foi nas tintas. As 20 amostras de tinta guache “Toque mágico”, da empresa Hélio Carbex Comércio e Material de Construção Ltda., analisadas na Capital, estavam em média 37 ml abaixo do declarado na embalagem (um conjunto de 12 unidades de 15 ml, somando um total de 180 ml).

Já o segundo maior problema foi detectado pelo laboratório de Campinas, na tinta para tecido “Acrilex”, de 37 ml, cujas 12 amostras verificadas apresentavam em média, 1,9 ml a menos ou -5,14%.

Ainda nas análises da capital, a cola branca “Cascolar”, da empresa Alba Adesivos Indústria e Comércio Ltda., de 40g, também apresentou uma média de 2g abaixo do conteúdo declarado, ficando em terceiro lugar no índice de irregularidade da operação “Volta às aulas” do Ipem-SP.

Penalidades

As irregularidades são penalizadas de acordo com cada caso. A multa pode chegar a R$ 50 mil, dobrando o valor em caso de reincidência. As empresas flagradas têm até 15 dias, a partir da constatação da irregularidade, para apresentar defesa à Superintendência do Instituto.