O que o consumidor brasileiro quer? Veja o levantamento da AliExpress

Entre os produtos mais vendidos pela internet ao longo de 2025 estão itens para bem estar e entretenimento com alto desempenho tecnológico, revela pesquisa

Anna França

Divulgação AliExpress
Divulgação AliExpress

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Os brasileiros estão ficando mais seletivos em suas compras pela internet, buscando maior desempenho tecnológico e valorizando entretenimento doméstico e o autocuidado. Isso é o que mostra um levantamento feito pela AliExpress, plataforma de e-commerce do grupo Alibaba, indicando os produtos mais vendidos no Brasil ao longo de 2025 pela plataforma.

Conforme a pesquisa, a chamada “cultura do upgrade” se consolidou no último ano no consumo. Dessa forma, ao invés de trocar equipamentos completos, os consumidores estão priorizando melhorar o que já possuem, adquirindo novos componentes de informática como processadores e memórias, que lideraram as vendas, junto de periféricos gamer, teclados mecânicos e controles avançados. Segundo o AliExpress, o movimento indica um consumidor mais disposto a investir em performance e personalização.

Lazer em casa

Ao mesmo tempo, o entretenimento em casa ganhou peso na cesta digital. Projetores compactos, fones de ouvido com cancelamento de ruído e consoles estiveram entre os destaques, sinalizando a continuidade de hábitos domésticos reforçados nos últimos anos. Ou seja, o lar segue funcionando como espaço central de lazer do brasileiro.

“O consumidor está cada vez mais interessado em explorar novas categorias e encontrar soluções que combinem desempenho e custo-benefício”, afirma a diretora do AliExpress no Brasil, Briza Bueno. Segundo ela, a diversidade do portfólio tem favorecido a descoberta de produtos que atendem nichos específicos.

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Bem-estar high tech

No Brasil, o comportamento de compra ainda combina a tecnologia de alto valor agregado com itens ligados ao bem-estar. Smartphones, smart TVs e o PlayStation 5 figuraram entre os mais vendidos, mostrando que o consumidor brasileiro mantém apetite por eletrônicos premium.

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Paralelamente, a categoria de autocuidado também avança de forma consistente. Suplementos alimentares, com destaque para a creatina, dividiram espaço com gadgets de skincare doméstico, como massageadores faciais e dispositivos de limpeza de pele. O avanço indica a consolidação de rotinas de bem-estar, ou wellness,  integradas ao consumo digital, com foco em praticidade e autonomia.

Produtos ligados à saúde e bem-estar também se destacam. Divulação: AliExpress

Vendedores locais

Outro destaque na pesquisa foi o fortalecimento dos vendedores nacionais dentro da plataforma. Prazos de entrega menores e logística local ajudaram a impulsionar compras de itens de maior valor, como eletrodomésticos e grandes eletrônicos.

O levantamento do AliExpress sugere que 2025 foi marcado por um consumo mais funcional. Produtos duráveis, versáteis e voltados à melhoria da experiência cotidiana permaneceram no topo das vendas.

Mais do que volume, ao priorizar eficiência, personalização e bem-estar, o consumidor fortalece a cultura do upgrade e o autocuidado, indicando um padrão de consumo menos impulsivo e mais orientado a qualidade de vida. E a plataforma aposta que essa será uma tendência que deve seguir influenciando o varejo digital nos próximos anos.

Miniprojetor Divulgação AliExpress

Veja abaixo os produtos mais vendidos:

  1. CPUs da linha Ryzen
  2. Memórias DDR5 e JUHOR, HDs SSD SomnAmbulist são nomes promissores em armazenamento.
  3. Processadores AMD
  4. Acessórios da marca Machenike, como fones, teclados, mouses etc.
  5. Periféricos gamer, como controles com tecnologia Hall Effect e teclados mecânicos hot-swappable, que melhoram a experiência de jogo
  6. Entre os eletrônicos, ganharam espaço produtos como fones de ouvido true wireless com cancelamento de ruído  
  7. Projetores compactos.
Fones de alta qualidade com redutor de ruído Divulgação: AliExpress

Anna França

Jornalista especializada em economia e finanças. Foi editora de Negócios e Legislação no DCI, subeditora de indústria na Gazeta Mercantil e repórter de finanças e agronegócios na revista Dinheiro