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SÃO PAULO – A Fundação Procon divulgou nesta sexta-feira, dia 22, durante o 3º Seminário de Atendimento Bancário, dados sobre o setor bancário. De acordo com as informações da Fundação, em 2002 o número de reclamações sobre cobranças indevidas deverá superar o número de reclamações relacionadas às falhas nas transações eletrônicas.
Até então, com relação aos anos anteriores, tanto em 2000 como em 2001, esta tendência era inversa, uma vez que as falhas bancárias respondiam pelo maior número de reclamações. Segundo a assistente de diretoria do Procon-SP, Dinah Maria do Amaral Barreto, esta inversão de tendências se deve, sobretudo, ao fato dos bancos estarem investido de forma agressiva em novas tecnologias.
Débitos não autorizados são reclamações freqüentes
Para se ter uma idéia, em 2000 o número de reclamações relacionadas às falhas bancárias foi de 3.505 passando para 3.828 em 2001. Já com relação às cobranças indevidas, as reclamações foram, respectivamente, de 1.736 e 2.726.
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A tendência para 2002 se confirma ao passo que o número de reclamações ao longo do ano em relação às cobranças indevidas ficou em 3.037, contra 2.604 referentes às falhas nas transações eletrônicas.
Segundo a assistente de diretoria do Procon, os problemas relacionados tanto às falhas eletrônicas quanto às cobranças indevidas são diversos. No caso de falhas bancárias, ela destaca as transferências de valores, depósitos não creditados, saques não reconhecidos e saques com cartão que tenha sido roubado, mas que já foi cancelado.
Dinah destaca também as principais cobranças feitas de forma indevida, dentre elas podemos citar as tarifas e os débitos não autorizados, como de seguros ou títulos de capitalização. Há ainda o não abatimento proporcional dos juros e demais acréscimos e cobrança de honorários advocatícios e dos serviços de cobrança.