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SÃO PAULO – O número de recalls que as montadoras já anunciaram até setembro deste ano é praticamente o mesmo do registrado em todo o ano passado. Segundo o Procon-SP, considerando os defeitos em veículos, motocicletas e acessórios, entre janeiro e a última terça-feira (29), foram feitos 32 chamados, contra 33 em todo o ano de 2008.
O mais recente, anunciado na última segunda-feira (28) pela BMW, refere-se às motocicletas modelo R1200 GS e R1200 GS Adventure, fabricadas em 2006 e 2008. Nesses veículos, há a possibilidade de entrada de água no sistema eletrônico da bomba de combustível, tendo como consequência o repentino desabastecimento.
Bom para o consumidor?
Mas, em meio a tantos recalls e defeitos, como fica o consumidor? Para o assistente de direção do Procon-SP, Carlos Alberto Nahas, o aumento no número de chamados tem tanto um lado positivo como um negativo.
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“O lado positivo é o da informação. O recall tem como princípio a preservação da vida do consumidor, já que envolve o risco de acidente, e dá o conhecimento para a sociedade de que o produto tem um defeito”, considera.
Ao mesmo tempo, Nahas afirma que essa quantia também pode representar um desrespeito às pessoas. “O aumento também transparece a ausência de eficiência no controle de qualidade da produção”, diz.
Ele explica que o crescimento no número de recalls pode ser atribuído a uma troca de informação mais intensa. “O Procon faz o monitoramento de recalls inclusive em outros países que exportam carros para o Brasil, e fazemos o contato com a empresa aqui”, afirma.
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Além disso, Nahas atribui o crescimento à pressa das empresas em colocar os carros à venda, devido à forte concorrência entre as montadoras.