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Número de corretoras de seguros caiu 30% desde janeiro de 2002

Fenacor revela que mais de 7.600 corretoras decidiram fechar suas portas; alta carga tributária sobre o faturamento seria o motivo

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SÃO PAULO – As empresas corretoras de seguros estão fechando suas portas em um ritmo bastante acelerado. Pelo menos é o que mostra os dados da Fanacor, que revelou que nos últimos doze meses cerca de 30% das empresas do setor de seguros decidiram encerrar suas atividades.

Carga tributária pesada

Os dados fazem parte do recadastramento das corretoras de seguros realizado pela Fenacor. Desde janeiro de 2002, até o momento, o número de corretoras em atividade caiu de 25.614 para 17.939, o que representa redução de 30% do total de empresas ativas.

Um dos principais motivos que leva estas empresas a fecharem suas portas é a pesada carga tributária incidente sobre o faturamento das corretoras de seguros. Segundo o presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos, o ritmo de fechamento de empresas, e conseqüentes perdas de postos de trabalho, não devem diminuir tão cedo.

Veto ao SIMPLES prejudica setor

Acontece que as empresas corretoras de seguros estiveram prestes a serem incluídas no SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte), não fosse o veto do presidente Fernando Henrique Cardoso, o que aliás, causou grande revolta por parte do setor.

Como o próprio nome já diz, o sistema de tributação SIMPLES, abrange uma série de impostos e contribuições que são unificados em uma única alíquota incidente sobre o faturamento da empresa. Não há dúvidas de que a carga tributária das empresas enquadradas no SIMPLES é bastante vantajosa, e no caso das corretoras, seria a grande razão para que as mesmas não fechassem suas portas.

De acordo com o presidente da Fenacor, após conversa com o provável futuro presidente da Câmara Federal, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), foi garantido que Cunha irá se empenhar na derrubada do veto ou na edição de uma nova medida provisória. Para tanto, o deputado estaria analisando todas as possibilidades junto ao governo.