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SÃO PAULO – Em levantamento da Serasa divulgado nesta segunda-feira foi constatada uma retração de 8% no número de cheques sem fundos registrados no mês de junho em relação ao mês de maio. Contudo, ainda não há motivos para comemoração uma vez que na comparação com junho de 2001 houve um crescimento de 8,7% no volume de cheques devolvidos.
Situação no ano é ainda pior
Enquanto o número de cheques sem fundos em junho de 2001 era de 12,6 cheques para cada mil cheques emitidos, este número aumentou para 14,9 cheques em maio deste ano para então cair para os atuais 13,7 cheques sem fundo por mil emitidos.
No acumulado do ano, a situação é ainda menos favorável uma vez que a média das devoluções entre os meses de janeiro a junho de 2002 foi de 14,6 cheques devolvidos a cada mil emitidos. Este índice ficou 16,8% acima daquele registrado nos primeiros seis meses do ano passado, que ficaram em 12,5 cheques devolvidos a cada mil emitidos.
Comparação será mais relevante no 2º semestre
Esta tendência não chega a surpreender uma vez que nos primeiros três meses do ano passado, os juros estavam em um patamar bem mais baixo do que os que se encontram no momento. Em março do ano passado o Banco Central aumentou pela primeira vez os juros básicos da economia dos 15,25% ao ano em que estavam para 15,75% ao ano.
Depois disto, o agravamento da situação na Argentina, racionamento de energia e finalmente atentados terroristas nos EUA levaram o BC a aumentar os juros por outras quatro vezes consecutivas, até alcançarem, em julho do ano passado, o patamar de 19% ao ano. Desta forma, a comparação mais relevante passa a ser a partir do segundo semestre, quando os dados do ano passado já foram influenciados pelo aumento dos juros.