Número de acidentes acompanha crescimento do mercado de trabalho formal

Crescimento dos trabalhadores formais aumenta o universo das possibilidades de notificação de acidente ou doença do trabalho

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SÃO PAULO – O crescimento da geração de trabalhos formais foi o responsável pelo aumento no número de acidentes de trabalho no País.

“O número de trabalhadores formais tem subido em torno de 1,5 milhão por ano, desde 2003, o que aumenta o universo dos trabalhadores para os quais há maior chance de notificação de acidente ou doença do trabalho”, afirma o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24), pelo Ministério da Previdência Social.

Mais acidentes, menos mortes

Em 2005, foram anotados 528.134 acidentes (4,8% mais do que as 503.290 ocorrências de um ano antes) com 2.708 vítimas fatais. No ano anterior, os óbitos somaram 2.839.

As medidas para aumentar o nível de segurança nos trabalhos que oferecem riscos à saúde foram responsáveis pela redução de 4,6% no número de mortes de trabalhadores brasileiros no ano passado na comparação com 2004.

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Para o secretário, essa redução se deve ao aumento de notificações de acidentes e da geração de trabalhos formais, que possibilita a elaboração de políticas de prevenção.

Melhoras

Essa melhora pode ser sentida pelo volume de informações prestadas em acidentes que provocam a incapacidade de trabalho por mais de 15 dias, que apresentou uma queda de 8,1% (155.211 acidentes), contra os acidentes que causam o afastamento dos trabalhadores por período inferior, que aumentou de 10,3%, ou 274.410 notificações.

Um ano antes, esses números eram de 168.908 e 248.848, respectivamente. “As empresas estão passando a declarar acidentes que não provocam lesões que durem tempo suficiente para que sejam concedidos benefícios previdenciários acidentários. Isso é sinal de que, gradativamente, temos uma base de dados com informações mais precisas”, acredita o secretário.

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De todos os acidentes de trabalho ocorridos no ano passado, 393.921 foram típicos, 67.456, de trajeto, e 30.334 foram ocasionados por doenças do trabalho.

Indústria lidera casos de acidentes

De acordo com o levantamento, a maior incidência de acidente ocorre na Indústria, que anotou 229.114 casos, seguido por Serviços (219.838). Agricultura está em último lugar, com 35.513 ocorrências.

Já em relação ao total de vínculos formais registrados, novamente a Indústria aparece na frente com 31,2 por mil vínculos, com Agricultura em segundo lugar (22,7 por mil), enquanto Serviços apresenta o índice médio mais baixo de acidentes: 12,7 por mil.