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Guia do Greenpeace traz marcas de eletrônicos que são sustentáveis

Os critérios para a avaliação incluem gasto de energia, uso de materiais tóxicos e reciclagem. Topo da lista ficou com a HP

SÃO PAULO - Após cinco anos, o Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace chega à sua nova edição "mais criterioso", como define a organização. "Melhor para as empresas que assumem e honram seus compromissos ambientais, pior para aquelas que só fazem promessas", aponta.

E melhor também para os consumidores, que encontram um guia para auxiliar suas escolhas de produtos eletrônicos mais sustentáveis.

Para figurar no topo da lista, os fabricantes de equipamentos eletrônicos precisam demonstrar que seus produtos não contêm substâncias químicas perigosas à saúde humana e ambiental, assim como comprovar práticas de redução de emissões de carbono, por meio de planos de limpeza da matriz elétrica das empresas.

"O ciclo de vida dos equipamentos é avaliado desde o conteúdo de suas embalganes - papel proveniente de desmatamento ilegal, nem pensar - até o sistema de reciclagem praticado pelas marcas", explica o Greenpeace. Assim, eles chegaram ao ranking demonstrado na tabela abaixo:

Empresa Nota (*)
HP 5.9
Dell 5.1
Nokia 4.9
Apple 4.6
Philips 4.5
Sony Ericsson 4.2
Samsung 4.1
Lenovo 3.8
Panasonic 3.6
Sony 3.6
Sharp 3
Acer 2.9
LG 2.8
Toshiba 2.8
RIM 1.6

Avaliação do ranking
"Nesta edição, o Greenpeace parabeniza HP, Dell e Nokia, as três primeiras colocadas, e condena grandes como Toshiba e LG, na lanterna", diz a entidade.

A multinacional americana HP lidera o ranking, por conta dos esforços em rastrear a cadeia produtiva de seus fornecedores e do programa efetivo de medição de emissões de carbono. Após amargar o 10º lugar, a também americana Dell chega ao 2º lugar e prova que está a caminho de eliminar substâncias maléficas de suas linhas de computadores, como o PVC.

Ambas as companhias são as únicas a zerarem o desmatamento ilegal do papel de suas embalagens. "A Dell, no entanto, peca em políticas mais efetivas de reciclagem de seus produtos em países onde não há legislação específica".

Já a Nokia, campeã desde 2008, caiu para a 3ª colocação, por falta de estratégias de redução de consumo de energia, seja com eficiência energética, seja com aumento do uso de renováveis. Na sequência, a Apple subiu algumas posições com melhorias em seus equipamentos, mas somou poucos pontos em energia.

Entre as últimas colocadas, no entanto, LG e Toshiba não fizeram bonito em quesito de energia, enquanto que a canadense RIM, fabricante de celulares Blackberry, é nova no ranking.

Estímulo
Para o integrante da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, "ao incorporar o critério de uso de energia nos processos produtivos, o novo Guia de Eletrônicos mensura o impacto ambiental proveniente de emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes".

E ele ainda acrescenta: "O resultado final serve como motivação para que empresas equacionem este problema, adotando cada vez mais medidas de eficiência energética ou mesmo geração de energia renovável em suas unidades produtivas". 

 

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