“Nosso portfólio permite proteção contra negócios em dificuldades”, diz ABnote

Empresa de cartões, sistemas de identificação e serviços gráficos mantém margem Ebitda estável, mesmo após compra da Interprint

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SÃO PAULO – Os resultados do segundo trimestre da American Banknote (ABNB3) deram mais uma prova da proteção natural da empresa, líder no fornecimento de soluções envolvendo cartões plásticos, sistemas de identificação e gestão de serviços gráficos, contra a oscilação dos mercados em que atua. O motivo: o portfólio diversificado.

“Temos um portfólio de três divisões, para estarmos preparados para negócios que eventualmente sofram dificuldades”, enfatizou em entrevista à InfoMoney o presidente da ABnote, Sidney Levy. Entre abril e junho, a receita líquida da companhia subiu 52,4% em relação ao mesmo período de 2007, alcançando R$ 168,2 milhões.

A cifra não contou com a colaboração incisiva do segmento de cartões que, pressionado por uma queda maior que a esperada no volume de cartões telefônicos, perdeu espaço no total do faturamento. “Mas isso foi compensado com a entrada de outros produtos, como Smart Card”, acrescenta Levy.

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No segundo trimestre de 2008, houve um avanço da produção de Smart Cards, principalmente em função do início do fornecimento para Banco Itaú e Banco do Brasil. O volume médio mensal da categoria dobrou em comparação ao primeiro trimestre de 2008 e, apesar de ainda representar menos de 2% do total de cartões produzidos, já contribui bastante com a receita do segmento, dado seu maior valor agregado.

Diversificação

O presidente da ABnote salientou não existir anormalidade na menor importância da área de cartões no resultado. Após dois anos de sólida expansão, o segmento agora assiste à expansão da parte gráfica, que vem dando seqüência à recuperação de 2007. “Na gráfica, vamos ganhar quase o dobro do ano passado”, comemora.

A divisão de serviços gráficos destacou-se com o maior crescimento de receita líquida – 89,3% de avanço na comparação entre o segundo trimestre de 2007 e o de 2008. Ela aumentou a participação em 6,6 pontos percentuais na receita, para 33,7%, e a de sistemas de identificação manteve-se praticamente estável em 29,8%.

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Para o segmento de cartões, a aposta consiste naqueles com chip: “Em outubro daremos um passo muito importante com a entrada nos cartões SIN – que ficam dentro do telefone celular. Ainda não entramos, apesar de já termos um pedido. Esse é talvez o maior desafio para nós neste ano”, afirma Levy.

Interprint

Outro ponto do balanço trimestral que recebeu elogios de analistas foi a manutenção da margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida) em nível praticamente estável em relação ao primeiro trimestre (25,6%), mesmo após a consolidação das operações da Interprint, concluída em maio deste ano.

“É possível fazer esse número (25,6%) como o patamar inferior da nossa margem”, avalia o executivo. Segundo ele, a empresa está em um momento de transição, ainda sem incorporar nenhuma sinergia da Interprint. Mas ela já vem rendendo alguns frutos. “Seguramente sem a Interprint, o nosso Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) não teria sido o recorde de R$ 43 milhões”.

O lucro líquido ajustado pelo ágio pago na aquisição da Interprint atingiu R$ 21,1 milhões no período, um avanço de 5,5% em relação à 2007. A ABnote projeta que o Ebitda de 2009 será um número acima de R$ 200 milhões.