Nossa Caixa amplia financiamento para moradias populares

Com recursos provenientes do FGTS, carteira de crédito da instituição sobe para R$ 230 milhões

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SÃO PAULO – Com recursos provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o banco Nossa Caixa expande em R$ 130 milhões sua carteira para aplicação em habitação de baixa renda. A instituição possui agora um total de R$ 230 milhões para financiar a compra, construção ou reforma de moradias.

Flexibilidade para baixa renda

Além de aumentar a carteira, o banco ainda flexibilizou suas regras de crédito, o que melhora as condições dos mutuários de menor poder aquisitivo. Para a compra de imóveis novos, a Nossa Caixa ampliou o teto de financiamento para 90% do valor de avaliação. Já nos casos de moradias usadas, esse limite subiu para 80%.

Todas essas regras constam no programa da Carta de Crédito Individual, que também vai utilizar a Tabela Price para os financiamentos às famílias com renda mensal de até R$ 1.200,00. O sistema Price emprega prestações fixas, juros decrescentes e amortizações crescentes.

Variáveis de acordo com os ganhos do mutuário, os juros do programa habitacional da Nossa Caixa vão de 6% a 10,16% ao ano, mais TR (Taxa Referencial). Por exemplo: quem ganha menos de R$ 1.000,00 paga o piso da taxa de juros, enquanto pessoas que recebem entre R$ 1.001,00 e R$ 3.670,00 são taxadas em 8,16%.

Crédito Associativo e novas parcerias

A Nossa Caixa disponibiliza também a Carta de Crédito Associativa, que está sendo reformulada e pretende financiar até 200 unidades por empreendimento. Este modelo opera em conjunto com sindicatos, cooperativas, associações e entidades privadas, assim como Companhias de Habitação.

Para expandir o atendimento ao funcionalismo público paulista, a instituição vai assinar convênio de R$ 14 milhões com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a Secretaria de Estado da Casa Civil. O montante provém do FGTS e se destina ao financiamento de moradias. Acordo semelhante, num valor de R$ 9,1 milhões, já foi firmado com as Polícias Civil e Militar do Estado.

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O banco possui outras linhas de crédito habitacional com recursos da caderneta de poupança. Neste caso, os juros variam de 12% a 16% ao ano. Os recursos de poupança receberão aporte de R$ 180 milhões em 2005, além do saldo remanescente do FGTS de R$ 150 milhões, conforme informou o banco.