Nos últimos dois anos, inadimplência é a menor para um mês de agosto

Estudo da Fecomércio-RJ mostra que dívidas mais comuns de consumidores são de carnês e cartões de créditos

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SÃO PAULO – A inadimplência do consumidor no mês de agosto de 2011 ficou no menor patamar para um mês de agosto dos últimos dois anos, conforme aponta estudo realizado pela Fecomércio-RJ.

Em agosto de 2009, 21,8% dos consumidores tinham prestações em atraso, já em agosto de 2010 o volume subiu para 25,4%. Em agosto deste ano, porém, a porcentagem caiu para 19,6% de consumidores com prestações em atraso.

Carnê e Cartões
Os tipos mais comuns de prestações em atraso são aquelas com carnê e com cartão de crédito. Em agosto, 62,4% das contas em atraso dos consumidores eram financiamentos via carnê, o volume é ligeiramente inferior do que o  registrado em agosto do ano passado, quando 63,5% das prestações em atraso eram de carnês.

Se as dívidas com carnês recuaram entre agosto de 2010 e agosto deste ano, o mesmo não acontece com os cartões de crédito. No oitavo mês do ano passado, 20,3% das prestações em atraso eram de cartões de crédito, esse volume subiu para 24,8% em igual período deste ano.

Parcelamento que estão sendo pagos
De acordo com a pesquisa realizada em 1.000 domicílios de nove regiões metropolitanas do País, o percentual de endividados no total de entrevistados permaneceu estável entre agosto de 2010 e agosto de 2011, com 42,1%. Em agosto de 2009, o percentual era de 44,8%.

O tipo mais comum de parcelamento é o carnê, já que 54,8% dos entrevistados estão pagando esse tipo de parcelamento. Na sequência, 28,1% afirmaram estar pagando parcelamento feito através do cartão de crédito.

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A pesquisa também tentou entender qual será a situação dos indivíduos depois que todas as dívidas forem pagas. A situação ficou a seguinte: 27,2% dos entrevistados afirmaram que vai sobrar dinheiro, 54% acredita que não vai sobrar e 18,4% acredita que vai faltar.

De acordo com os entrevistados, o dinheiro que sobrar será investido em poupança para cobrir necessidade futura por 23,3% das famílias. Outros 22,2% usarão o dinheiro que sobrar para poupar e gastar no futuro e 23,2% destinarão os recursos para alimentação.